Com Zé Felipe, Virginia chega ao Senado para depor na CPI das Bets

Influenciadora poderá ficar em silêncio na comissão. Colegiado investiga influência de personalidades na promoção de jogos de azar

A empresária e influenciadora Virginia Fonseca chegou acompanhada do marido, Zé Felipe, ao Senado Federal nesta terça-feira (13/5) para depor como testemunha na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga apostas on-line, a CPI das Bets. O colegiado busca entender a influência de personalidades da internet na promoção de apostas e jogos de azar.

Virginia poderá ficar em silêncio depois de conseguir o benefício no Supremo Tribunal Federal (STF). Porém, o silêncio só é permitido em questões que ela julgar que possam incriminá-la.

De acordo com a decisão do ministro Gilmar Mendes, além de ficar em silêncio, a influenciadora será assistida por advogado durante todo o depoimento e deverá “ser inquirida com dignidade”, vedada sua submissão a constrangimentos, em especial ameaças de prisão ou de processo, caso exerça os direitos explicitados.

A defesa da influenciadora também solicitou que Virginia Fonseca tivesse o direito de não ser submetida ao compromisso de dizer a verdade ou de subscrever termos com esse conteúdo. A decisão do ministro do STF não acatou essa parte do pedido.

Reprodução/CNN

O advogado relembrou que, durante reunião da CPI das Bets realizada no dia 29 de abril, um convocado teve prisão em flagrante decretada sob a alegação de que ele teria mentido.

“A paciente [Virginia] tem o fundado receio de sofrer situação semelhante, durante o seu depoimento perante a CPI das Bets, agendado para o dia 13 de maio de 2025, às 11h00, sendo este remédio constitucional o único meio de evitar a ocorrência de flagrante constrangimento ilegal, nos termos a seguir demonstrados”, alegou a defesa da empresária.

“Expressiva popularidade”

O pedido de convocação da influenciadora foi feito pela relatora da CPI das Bets, senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS). A comissão aprovou o requerimento em dezembro do ano passado.

A relatora alegou que a oitiva de Virginia Fonseca se justificava por “sua expressiva popularidade e relevância, além de forte influência sobre milhões de seguidores no ambiente digital, onde já fez campanhas publicitárias para jogos de azar e apostas online”.

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