Moradores protestam contra corte de 6,6 mil árvores pelo Butantan

Por Metrópoles 24/05/2025 às 16:31

Moradores da zona oeste de São Paulo fizeram protestos na manhã deste sábado (24/5) contra a derrubada de 6,6 mil árvores para a construção de uma fábrica de vacinas do Instituto Butantan.

As árvores fazem parte de uma área remanescente de Mata Atlântica. Os moradores temem que a retirada ocasione um aumento da temperatura na região e na qualidade do ar, prejudicando a população do bairro. Eles também organizaram um abaixo-assinado contra a medida.

Entenda o caso

  • O Instituto Butantan planeja construir um complexo fabril para expandir a sua produção de vacinas
  • O complexo está previsto no Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado do Butantan aprovado em 2021 e prevê a retirada da mais de 6,6 mil árvores nos próximos 20 anos
  • As árvores fazem parte de uma área remanescente de Mata Atlântica e deverão ser compensadas com o plantio de novas mudas
  • O Instituto argumenta que irá cortar principalmente espécies invasoras e fazer o plantio de árvores nativas
  • O projeto, contudo, prevê a redução da área verde total do Instituto é questionada por entidades do meio ambiente
  • A expansão do Instituto foi denunciada ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) que acompanha a realização das obras

Moradores protestam contra corte de 6,6 mil árvores pelo Butantan3 imagensEntidades de defesa do meio ambiente participaram da manifestação deste sábado (24)Moradores questionam necessidade de corte de árvores da Mata Atlântica Fechar modal.Moradores protestam contra corte de 6,6 mil árvores pelo Butantan1 de 3

Moradores se reuniram na Avenida Vital Brazil, na zona oeste de São Paulo

Reprodução/TV Globo2 de 3

Entidades de defesa do meio ambiente participaram da manifestação deste sábado (24)

Reprodução/instagram 3 de 3

Moradores questionam necessidade de corte de árvores da Mata Atlântica

Reprodução/TV Globo

 

O corte das árvores deve acontecer ao longo dos próximos 20 anos, ao longo da expansão do instituto que está prevista no seu Plano Diretor de 2021. Como compensação, o Butantan planeja plantar 9,260 mil novas mudas de espécies nativas dentro do seu terreno.

Leia também

Todavia, os moradores argumentam que o plantio de novas mudas não será suficiente para compensar o impacto ecológico dos cortes, já que a vegetação hoje fica funciona como um corredor ecológico e o novo projeto deverá reduzir a área de cobertura vegetal do Instituto.

Além disso, a SOS Butantan, que organizou o protesto deste sábado, questiona a aprovação do projeto pelo Condephaat — órgão responsável por aprovar intervenções em áreas tombadas. Para a entidade, há possível conflito de interesse envolvendo a diretoria do órgão municipal e os idealizadores do projeto.

Bloqueador de anuncios detectado

Por favor, considere apoiar nosso trabalho desativando a extensão de AdBlock em seu navegador ao acessar nosso site. Isso nos ajuda a continuar oferecendo conteúdo de qualidade gratuitamente.