CĂąmara aprova urgĂȘncia de PL que inclui facçÔes em atos de terrorismo

Por AgĂȘncia Brasil 27/05/2025 Ă s 10:32


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O plenĂĄrio da CĂąmara dos Deputados aprovou, nessa segunda-feira (26), a urgĂȘncia de projeto de lei (PL) que amplia o conceito de terrorismo para incluir atividades de facçÔes e milĂ­cias criminosas organizadas. CĂąmara aprova urgĂȘncia de PL que inclui facçÔes em atos de terrorismoCĂąmara aprova urgĂȘncia de PL que inclui facçÔes em atos de terrorismo

O PL 1.283/2025 foi apresentado pelo deputado Danilo Forte (UniĂŁo-CE) e, com a urgĂȘncia aprovada, pode ser votado no plenĂĄrio a qualquer momento, sem necessidade de tramitar pelas comissĂ”es. 

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O tema avançou na CĂąmara menos de um mĂȘs apĂłs o governo dos Estados Unidos (EUA) solicitar ao Brasil que classifique facçÔes criminosas como organizaçÔes terroristas.

A matĂ©ria amplia as motivaçÔes do crime de terrorismo estendendo a aplicação da Lei Antiterrorismo (Lei 13.260 de 2016) para “organizaçÔes criminosas e a milĂ­cias privadas que realizem atos de terrorismo, alĂ©m de estabelecer majorante para ato de terror cometido por meio de recurso cibernĂ©tico”. 

O artigo 2Âș da Lei Antiterrorismo passaria a incluir como terrorismo a prĂĄtica de atos, de um ou mais indivĂ­duos, “para impor domĂ­nio ou controle de ĂĄrea territorial, quando cometidos com a finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrimĂŽnio, a paz pĂșblica ou a incolumidade pĂșblica”.

Ao justificar o projeto de lei, o autor menciona as medidas tomadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

“Essa medida visou permitir que as autoridades americanas utilizem ferramentas e recursos tradicionalmente empregados no combate ao terrorismo para combater o crime organizado”, justificou Forte. 

Trump tem classificado organizaçÔes criminosas da América Latina como terroristas para facilitar a deportação de imigrantes. OrganizaçÔes de direitos humanos e das NaçÔes Unidas (ONU) suspeitam que trabalhadores imigrantes são classificados como terroristas unicamente para permitir a deportação. 

Debate no plenĂĄrio

O governo encaminhou voto favorĂĄvel Ă  urgĂȘncia do texto, mas o lĂ­der do Planalto na CĂąmara, deputado JosĂ© GuimarĂŁes (PT-CE), ressaltou que ainda nĂŁo hĂĄ consenso sobre o mĂ©rito da proposta.

“NĂŁo hĂĄ ainda unidade quanto ao mĂ©rito. Em seguida, discutiremos”, disse.

O presidente da Cùmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu a iniciativa e prometeu amplo diålogo antes da votação do mérito do PL.

“Vamos, sim, priorizar a pauta da segurança, e queremos contar com o apoio do governo, dos partidos de oposição. Vamos fazĂȘ-lo dentro da lei, respeitando a nossa Constituição, respeitando o Estado DemocrĂĄtico de Direito, mas nĂŁo deixando de reconhecer que a situação da segurança pĂșblica no paĂ­s Ă© gravĂ­ssima”, afirmou.

A oposição lembrou que o projeto estå em linha com o que o governo dos Estados Unidos (EUA) espera do Brasil, por ter solicitado a inclusão de facçÔes e organizaçÔes criminosas no Brasil como terrorismo.

“Quando tivermos a oportunidade de fazer a discussĂŁo do mĂ©rito, com a presença do autor do projeto de lei, vamos discutir a classificação das 88 facçÔes criminosas que aterrorizam o Brasil como agentes terroristas”, disse o deputado Sanderson (PL-RS).

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