PT aciona Angelim e Binho para tentar pacificar cenário de guerra interna do partido no Acre

Na segunda-feira (16), o ex-senador Jorge Viana posou ao lado de figuras emblemáticas do PT no Acre para uma reunião na casa dele

Diante das turbulências internas e da necessidade de se reinventar para as eleições de 2026, o PT no Acre acionou dois dos seus nomes mais respeitados para uma missão delicada: apaziguar os ânimos dentro do próprio partido.

A coluna apurou que o ex-prefeito de Rio Branco Raimundo Angelim e o ex-governador Binho Marques, que hoje ocupam cargos em Brasília, foram chamados de volta ao Acre para ajudar a colocar a casa em ordem.

Os dois têm histórico de diálogo e trânsito entre diferentes correntes internas da legenda. E é justamente disso que o PT precisa no momento: conciliação. Há semanas, os bastidores do partido estão marcados por ruídos, disputas de protagonismo e divergências sobre os rumos para 2026. A avaliação da cúpula é de que, sem uma costura cuidadosa desde agora, o partido corre o risco de repetir o isolamento que o tirou do poder no estado e nas principais prefeituras.

Encontro

Na segunda-feira (16), o ex-senador Jorge Viana se reuniu com figuras emblemáticas do PT no Acre em sua residência, em um encontro que ele descreveu como “um café como antigamente, com companheiros e esperança no futuro por meio de novas alianças”.

Reunião aconteceu na casa de Jorge Viana/Foto: Reprodução

“Nosso propósito é claro: fortalecer o diálogo, construir unidade, buscar consenso e preparar o caminho para que, no próximo ano, estejamos juntos novamente na missão de reconstruir o Acre e retomar vitórias como já fizemos no passado. Minha passagem na prefeitura, no governo e no senado deixou um legado de realizações e profundas mudanças no Acre. Graças a Deus, conseguimos transformar sonhos em realidade e fazer nossa terra viver tempos de prosperidade”, escreveu.

Solução

A estratégia passa por ouvir lideranças, pacificar relações e fortalecer nomes que possam encabeçar projetos eleitorais viáveis, tanto no Legislativo quanto no Executivo. Nos bastidores, fala-se que o partido quer montar uma chapa forte para a Assembleia Legislativa e garantir ao menos um nome competitivo para a disputa majoritária — seja ao Senado, à Câmara Federal ou até mesmo ao governo.

O desafio não é pequeno. Mas, com dois dos quadros mais experientes do partido no comando da articulação, a ideia é virar a página das derrotas recentes e recolocar o PT no jogo.

Se vai funcionar? Os próximos movimentos internos vão dizer. Mas o plano, pelo menos, já está em campo.

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