‘Matou e estuprou na frente dos filhos’: sobrinha revela detalhes do 1º assassinato cometido por falso pastor

Assassino em série se passava por pastor e cometeu novo crime brutal no interior do Acre.

A morte de Auriscléia Lima do Nascimento, de 25 anos, no município de Capixaba, expôs um caso grave de reincidência criminal e omissão do sistema de Justiça. O autor do feminicídio, Natalino Santiago, já havia sido condenado anteriormente por dois homicídios e um estupro  crimes cometidos com extrema brutalidade.

A morte de Auriscléia Lima do Nascimento, de 25 anos, no município de Capixaba, expôs um caso grave de reincidência criminal e omissão do sistema de Justiça/Foto: Reprodução

Natalino se apresentava como pastor evangélico na cidade, liderando uma pequena igreja, mas escondia um passado marcado por violência. Com um mandado de prisão em aberto após fugir do regime semiaberto, ele se estabeleceu em Capixaba até cometer mais um assassinato, no dia 11 de junho deste ano.

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Crimes anteriores

O primeiro homicídio foi em setembro de 2000. A vítima, Silene de Oliveira, estava grávida de dois meses e morava na zona rural de Senador Guiomard. Natalino, conhecido da família, invadiu a casa dela em um domingo, enquanto o marido e os familiares estavam ausentes. Silene tentou resistir ao ataque, mas foi morta com dezenas de facadas diante dos filhos pequenos, de três e seis anos. Mesmo após matá-la, o criminoso cometeu estupro contra o corpo da vítima.

Primeiro homicídio cometido por ele aconteceu em 2002/Foto: Reprodução

“Ele tentou abusar da minha tia. Ela reagiu, correu pela casa, lutou pela vida e pelos filhos. Mas ele a perseguiu e a matou com dezenas de facadas, inclusive no pescoço”, contou a sobrinha da vítima em entrevista exclusiva ao jornalista Luan Rodrigo, da TV Gazeta.

A sobrinha revelou ainda que mesmo após tirar a vida de Silene, Natalino praticou violência sexual contra o corpo da vítima, diante dos próprios filhos, que foram forçados a presenciar a cena. “Ele é frio, calculista, a possessividade dele chega a esse extremo. Ele é um monstro, um lobo em pele de cordeiro”, completou.

O segundo assassinato ocorreu em 2011, no bairro Palheiral, em Rio Branco. Natalino foi condenado novamente, mas mesmo com duas condenações por homicídio e uma por estupro, obteve progressão de pena para o regime semiaberto. Mais uma vez, desrespeitou as regras e fugiu.

Após o feminicídio de Auriscléia, a Polícia Civil conseguiu localizar Natalino escondido em uma área de mata. Ele se entregou por medo de represálias. A Justiça decretou sua prisão preventiva, levando em conta o histórico de violência e sua condição de foragido. Agora, ele retorna ao regime fechado, com penas que somam mais de 35 anos de reclusão.

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