Três mortos, mais de 6 mil desabrigados e rios transbordando: RS enfrenta nova tragédia climática

Defesa Civil confirma terceira vítima fatal das chuvas; mais de 90 cidades registram estragos

O Rio Grande do Sul volta a viver dias de tensão com as fortes chuvas que atingem o estado desde o início da semana. Nesta sexta-feira (21/6), a Defesa Civil confirmou a terceira morte provocada pelos temporais, além de mais de 6 mil pessoas desabrigadas em decorrência dos alagamentos, deslizamentos e destruição de pontes e estradas.

A terceira vítima foi Mauro Perfeito da Silva, de 72 anos, que morreu após uma árvore cair sobre o carro em que estava, na Avenida Rubem Berta, entre São Leopoldo e Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A filha de Mauro, que também estava no veículo, sofreu ferimentos, mas está fora de perigo.

Juliano Palinha/ Berlinda

Mortes confirmadas até o momento:

  • Sapucaia do Sul: Mauro Perfeito da Silva, atingido por uma árvore.

  • Candelária: Geneci da Rosa, de 54 anos, morreu ao ser arrastada pela correnteza. O marido, de 65 anos, ainda está desaparecido.

  • Caxias do Sul: Mario César Trielweiler Gonçalves, de 21 anos, morreu após a cabeceira de uma ponte ceder e o carro cair em um arroio entre Caxias e Nova Petrópolis.

Impacto das chuvas:

  • Mais de 6 mil desabrigados: 4 mil desalojados e 2 mil em abrigos;

  • 98 municípios afetados, com registros de alagamentos, deslizamentos, danos em residências e infraestrutura;

  • 552 pessoas resgatadas, além de 125 animais salvos;

  • 1 pessoa continua desaparecida.

Seis rios já ultrapassaram a cota de inundação, segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e a Defesa Civil estadual:

  • Ibirapuitã (Alegrete)

  • Ibicuí (Manoel Viana)

  • Jacuí (Dona Francisca e Cachoeira do Sul)

  • Taquari (Estrela/Lajeado até Taquari)

  • Caí (São Sebastião do Caí e Montenegro)

  • Paranhana (Taquara)

Municípios em situação de emergência:

  • Dona Francisca

  • Cerro Branco

  • Agudo

  • Nova Palma

  • Cruzeiro do Sul

As autoridades seguem em alerta, monitorando o nível dos rios e prestando assistência às vítimas em parceria com voluntários e organizações sociais. A recomendação da Defesa Civil é que moradores de áreas de risco deixem suas casas preventivamente e procurem abrigo seguro.


📝 Matéria redigida por ContilNet, com informações de Metrópoles.

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