Em Rio Branco, apenas 7% dos trabalhadores ganham acima de 2 salários mínimos, diz pesquisa

Mesmo entre os que estão empregados, 38,4% afirmam que o rendimento não é suficiente para cobrir as despesas mensais da família

Uma parcela significativa da população economicamente ativa de Rio Branco enfrenta desafios relacionados à renda, mobilidade urbana e estabilidade no mercado de trabalho. É o que revela um levantamento da Fecomércio-AC em parceria com o Instituto Data Control, baseado na entrevista de 203 pessoas na capital acreana.

Segundo o estudo, mais da metade dos entrevistados (52,2%) vive com até um salário mínimo por mês, enquanto 40,4% recebem entre um e dois salários mínimos. Apenas 7,4% têm renda superior a R$ 2.825. Mesmo entre os que estão empregados, 38,4% afirmam que o rendimento não é suficiente para cobrir as despesas mensais da família.

No que diz respeito ao vínculo de trabalho, 62,1% dos entrevistados têm alguma forma de contrato, sendo que 57,1% possuem carteira assinada. Por outro lado, 25,1% atuam fora da formalidade, enquanto 4,4% sobrevivem por meio de bicos. O desemprego também chama atenção: entre os que estão fora do mercado, 53,1% não estão procurando emprego, seja por desânimo, falta de oportunidades ou outras razões pessoais.

A locomoção até o trabalho é outro fator que impacta o cotidiano dos moradores. O transporte coletivo é o principal meio utilizado, com 41,4% dos entrevistados dependendo dos ônibus para se deslocar diariamente. Apenas 10,3% vão a pé, e 8,9% utilizam m

No que diz respeito ao vínculo de trabalho, 62,1% dos entrevistados têm alguma forma de contrato/ Foto: Ilustrativa

cicletas. Para 38,4%, a distância até o local de trabalho é considerada longa.

Dentro de casa, 50,7% dos lares são sustentados por apenas uma pessoa, e 43,1% contam com algum tipo de benefício do Governo Federal, sendo o Bolsa Família o mais mencionado, presente em 77,8% dos casos relatados.

A pesquisa também traça um perfil das famílias: 27,6% dos lares têm duas pessoas; 26,1%, três moradores; e 13,8% vivem sozinhos. Em relação à escolaridade, 67,6% concluíram o ensino fundamental, médio ou superior, enquanto os demais ainda estão em fase de formação.

PUBLICIDADE