Uma megaoperação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), deflagrada na manhã desta terça-feira (8 de julho), resultou na prisão de mais de 40 pessoas. A investigação mirava uma complexa rede de tráfico de drogas que trazia entorpecentes de outros países para o Brasil.
Até a última atualização da reportagem, 36 pessoas haviam sido presas no Distrito Federal, 9 em Rondônia e 2 em Goiás. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados. No total, foram expedidos 127 mandados, sendo 75 de busca e apreensão e 52 de prisão. Durante a operação, a polícia apreendeu veículos, uma moto aquática, R$ 100 mil em dinheiro, armas e drogas.
Os entorpecentes tinham origem na Colômbia, Bolívia e Peru, e passavam por Rondônia e Goiás antes de chegar ao Distrito Federal.

Megaoperação da Polícia Civil do DF desarticula complexa rede de tráfico de drogas. — Foto: PCDF
Drogas escondidas em caminhões e estratégias da rede criminosa
De acordo com o delegado Luiz Sampaio, as drogas eram transportadas em caminhões de carga e, posteriormente, transferidas para carros menores com compartimentos escondidos. As investigações indicam que o grupo comercializava principalmente cocaína e skunk.
Os entorpecentes entravam no Brasil por Rondônia e pelo Acre, com destino ao DF via Goiânia. A organização também utilizava caminhões cegonhas como estratégia para despistar a polícia. “Como não há um grande fluxo de carga saindo de Rondônia para o Centro-Oeste e Sudeste, eles aproveitam essa modalidade de transporte. Compram carros usados em Rondônia, geralmente em más condições, mas é um subterfúgio para inserir nesses carros drogas e transportá-los até Goiânia, onde as drogas são desembarcadas, armazenadas e encaminhadas para o DF e também para o próprio estado de Goiás“, explicou o delegado.
“Operação Irmãos” cumpre mandados em três estados
A “Operação Irmãos” foi deflagrada nos locais que recebiam a droga dos países vizinhos:
- Distrito Federal: na região de Samambaia;
- Goiás: nas cidades de Santo Antônio do Descoberto, Águas Lindas, Goiânia, Aparecida de Goiânia e Senador Canedo;
- Rondônia: nas cidades de Porto Velho, Guajará-Mirim e Nova Mamoré.
O delegado Luiz Henrique Sampaio detalhou a estrutura do esquema criminoso: um centro de fornecimento em Rondônia, um centro de transporte em Goiânia e um centro de distribuição no DF (do atacado ao varejo). A suspeita é de que o esquema criminoso movimentava cerca de R$ 20 milhões por ano com a venda de drogas.
A investigação da Coordenação de Repressão às Drogas (CORD) da PCDF conta com o apoio da 3ª Promotoria de Justiça de Entorpecentes do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e a colaboração de diversas forças de segurança, incluindo a Polícia Civil de Rondônia (PCRO), Polícia Civil de Goiás (PCGO), além de divisões especializadas da própria PCDF.
Fonte: G1
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