Em meio ao anúncio de tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, decretado pelo presidente Donald Trump e previsto para entrar em vigor em 1º de agosto de 2025, cresce a apreensão sobre os impactos nas exportações brasileiras. Apesar disso, o Acre mantém presença no mercado norte-americano, com destaque para produtos que vão desde a castanha até a madeira e soja.
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Donald Trump/Foto: Reprodução
Segundo dados oficiais do Ministério do Comércio Exterior (Secex) para 2023–2024, os principais produtos exportados do Acre para os Estados Unidos são:
- Castanha‑do‑Brasil (castanha‑do‑Pará): representando cerca de 61 % das exportações acreanas aos EUA, total de aproximadamente US$ 1,7 milhão em 2023–24.
- Madeira e derivados: cerca de 20 % das vendas acreanas aos EUA com valor estimado em US$ 500 mil a US$ 600 mil no período
Soja: representa aproximadamente 12 % das exportações para os EUA, com valor em torno de US$ 300 mil a US$ 400 mil, embora o foco da soja acreana seja mais voltado à Europa e Ásia.
Outros produtos exportados pelo estado — como carne bovina, suína e milho — têm como principais destinos países como Peru, China, Espanha e Emirados Árabes, e pouca penetração no mercado americano até o momento.
Panorama geral nas exportações do Acre
Em 2024, o Acre registrou US$ 87,3 milhões em exportações nas suas diferentes pautas, com proteína animal (bovinos e suínos) liderando com 30,5% do total e soja representando 25%.
Do total exportado, cerca de 6,2% (US$ 2,8 milhões) foram vendidos aos Estados Unidos, com foco em castanha, madeira e soja.
Entenda o tarifaço
Donald Trump assumiu seu segundo mandato em 20 de janeiro de 2025, e o atual anúncio de tarifas foi justificado por ele como retaliação ao processo judicial contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado americano. Em resposta, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, prometeu medidas de reciprocidade legalmente previstas.

