Veja os produtos brasileiros mais afetados pela tarifa de Trump

Com a imposição de 50% sobre importações a partir de 1º de agosto, setores-chave da economia brasileira podem sofrer grande impacto

Diversos setores produtivos podem ser afetados com a imposição das tarifas de 50% sobre mercadorias brasileiras importadas pelos Estados Unidos (EUA), anunciada pelo presidente Donald Trump. A medida deve passar a valer em 1º de agosto.

Entre os produtos mais exportados pelo Brasil aos Estados Unidos no ano passado, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), estão: petróleo, minério de ferro, aço, máquinas e motores, aeronaves e produtos eletrônicos. Também se destacam café, carne, suco de laranja e açúcar.

Mario Tama/Getty Images

Trump, tarifas, Brasil e a questão Bolsonaro

Trump tem ameaçado o mundo com um “tarifaço” e dá atenção especial ao grupo do Brics e ao Brasil. O presidente norte-americano já ameaçou aplicar taxas de 100% aos países-membros do bloco que não se curvarem aos “interesses comerciais dos EUA”.

Após sair em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, Trump decidiu impor as tarifas de 50% sobre exportações brasileiras. De acordo com o líder norte-americano, o Brasil não está “sendo bom” para os EUA.

O presidente Lula reagiu invocando a soberania brasileira e informou que a resposta à taxação será por meio da Lei brasileira de Reciprocidade Econômica. Ao anunciar tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, Trump indicou que pode rever a medida se o Brasil “abrir seu mercado e remover barreiras comerciais”.

EUA: O 2º maior comprador do Brasil

Em 2024, a venda de produtos brasileiros aos Estados Unidos somou US$ 40,3 bilhões, o que representa um aumento de 9,2% em comparação a 2023, quando os EUA importaram US$ 36,9 bilhões.

Desde 2009, a China é o principal parceiro comercial do Brasil. À época, os chineses desbancaram os EUA e tornaram-se os maiores compradores de produtos brasileiros. Dessa forma, os norte-americanos ocupam o segundo lugar do ranking de compradores de mercadorias nacionais.


Fonte: Metrópoles

Redigido por ContilNet.

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