A chamada “gangue do puteiro”, quadrilha que extorquia clientes de casas noturnas na região do Jardim Itatinga, em Campinas, no interior de São Paulo, movimentou R$ 1,2 milhão em cerca de um ano de atuação. Segundo a Polícia Civil, a investigação identificou 27 integrantes do grupo criminoso. Dez pessoas foram presas e dois adolescentes acabaram apreendidos nessa terça-feira (15 de julho) suspeitos de participação no golpe.
O modus operandi do grupo motivou o nome da operação, Illudere, termo latino que significa ludibriar. De acordo com as autoridades, os suspeitos obrigavam as vítimas, clientes das casas noturnas, a realizar pagamentos de quantias exorbitantes. Se não pagassem, não eram liberados pelos criminosos e continuavam mantidos como reféns.

Divulgação/Polícia Civil
Como agia a “gangue do puteiro” e os resultados da operação
- A quadrilha obrigava clientes de boates no bairro Jardim Itatinga, em Campinas, a realizar pagamentos de quantias exorbitantes.
- As vítimas eram mantidas como reféns caso não pagassem os valores exigidos.
- O grupo criminoso contava com 27 membros e, no último ano, movimentou mais de R$ 1 milhão.
- Além dos 10 presos, duas adolescentes foram apreendidas.
- Duas investigadas que participavam do grupo criminoso fugiram para o exterior, para fins de prostituição.
- Foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão em diversas cidades, incluindo Campinas, Indaiatuba, Itupeva, Monte Mor, Sumaré, Hortolândia, Araras, Santos, Catanduva, Praia Grande, São Vicente, Suzano e São Paulo.
- As autoridades conseguiram o bloqueio de valores de 96 alvos, identificados como recebedores dos montantes obtidos ilicitamente.
- Diversos celulares e um veículo também foram apreendidos durante a operação.
- Ao todo, 160 policiais, 54 viaturas e um helicóptero da Polícia Civil participaram da ação.
- Em um dos endereços, uma menor de idade foi resgatada pelas autoridades policiais, sendo mantida no local para fins de exploração sexual.
As investigações seguem para localizar e prender os demais envolvidos.
Fonte: Metrópoles
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