A Justiça de Xapuri condenou um pai e uma avó a mais de 70 anos de prisão por estupro de vulnerável contra uma criança da própria família. A decisão foi do juiz Luís Pinto, que analisou o caso e entendeu que as provas mostraram claramente que os acusados tiveram participação, tanto direta quanto indireta, nos crimes.
Segundo a investigação do Ministério Público do Acre (MPAC), o pai da menina aproveitava a autoridade que tinha sobre a filha para abusar dela. Esses abusos aconteciam quando a mãe não estava em casa, sempre com portas e janelas fechadas, deixando a criança isolada. O pai usava ameaças e criava medo para manter a situação em segredo, configurando tortura psicológica.

Mãe foi absorvida por falta de provas/Foto: Reprodução
Já a avó, mesmo sem ter participado diretamente dos abusos, sabia de tudo o que acontecia e não fez nada para impedir. Por causa dessa omissão, ela também foi responsabilizada, já que seu silêncio permitiu que os abusos continuassem acontecendo.
O pai foi condenado a 36 anos e 9 meses de prisão e ainda terá que pagar uma indenização de 10 salários-mínimos para a vítima. Por causa da gravidade do crime, ele não poderá recorrer da decisão em liberdade. A avó foi condenada a 24 anos de prisão, também em regime fechado, mas poderá recorrer em liberdade por conta da sua idade. Se for presa, poderá cumprir a pena em casa. Ela também terá que pagar indenização no mesmo valor.
A mãe da menina também chegou a ser denunciada por supostamente saber dos crimes. No entanto, o juiz entendeu que não havia provas suficientes contra ela e decidiu pela absolvição.
