Marina homenageia sindicalista acreano Wilson Pinheiro: “Uma das vozes mais corajosas da Amazônia

Ministra destaca legado do líder seringueiro e afirma que o país deve transformar seu ideal em realidade

Em pronunciamento nas redes sociais nesta segunda-feira (21), data que marca os 45 anos do assassinato do líder seringueiro Wilson Pinheiro, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, relembrou o legado do sindicalista acreano e reforçou o compromisso do governo com a meta de desmatamento zero no Brasil nos próximos cinco anos.

Marina homenageia sindicalista acreano Wilson Pinheiro: “Uma das vozes mais corajosas da Amazônia. Foto: Reprodução

“Há exatos 45 anos, a Amazônia perdia uma de suas vozes mais corajosas. Wilson Pinheiro foi morto porque defendia a floresta e os direitos das comunidades extrativistas diante da expansão predatória da pecuária no Acre”, afirmou.

Ela destacou que Pinheiro foi um dos principais articuladores dos chamados “empates”, manifestações pacíficas lideradas por seringueiros que se posicionavam fisicamente para impedir o corte de árvores.

A ministra ressaltou que o ideal de Wilson, de produzir e viver em harmonia com a floresta, antecipava o conceito de desenvolvimento sustentável, hoje reconhecido como essencial para o futuro do planeta.

“Seu exemplo nos inspira a continuar lutando contra a violência e a destruição ambiental. A luta de Wilson e de sua geração vive em cada ação que tomamos para proteger a Amazônia e seus povos”, declarou Marina, encerrando com a promessa de transformar o sonho do líder seringueiro em realidade: “Haveremos de alcançar o desmatamento zero no Brasil”.

Wilson Pinheiro foi um líder sindical e seringueiro acreano, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia. Reconhecido por sua atuação firme na defesa da floresta e dos direitos das comunidades extrativistas, sua liderança e compromisso com a preservação ambiental influenciaram diretamente a formação de Chico Mendes e de outros defensores da Amazônia. Wilson foi assassinado em 21 de julho de 1980, tornando-se símbolo da resistência socioambiental no Brasil.

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