Indígena é brutalmente executado por facção no Acre e tem coração arrancado; crime foi filmado

A Polícia Civil conseguiu identificar os executores e confirmou a identidade da vítima

Um indígena identificado como Francisco Fernando Arara, de 22 anos, foi brutalmente executado por membros de uma facção criminosa no município de Marechal Thaumaturgo, no Vale do Acre. O crime, registrado em vídeo e divulgado nas redes sociais, chamou a atenção pela extrema violência e pelo fato de os autores aparecerem com o rosto descoberto.

O caso aconteceu no interior do estado do Acre, na cidade de Marechal Thaumaturgo/Foto: Reprodução

Nas imagens, que não serão reproduzidas devido à gravidade do conteúdo, a vítima é torturada, tem os braços decepados, o coração retirado do peito e é morta com tiros e facadas. Em seguida, o corpo é enterrado em uma cova rasa. A execução, realizada por pelo menos quatro homens, ocorreu na comunidade de Borges, zona rural do município.

A Polícia Civil em Cruzeiro do Sul, que recebeu o vídeo para análise, conseguiu identificar os executores e confirmou a identidade da vítima. De acordo com a investigação, Francisco Fernando possuía antecedentes criminais por homicídio em Rondônia, além de responder por receptação e dois furtos qualificados cometidos em Cruzeiro do Sul em 2024. Ele havia deixado o presídio há cerca de três meses.

As apurações indicam que Francisco pertenceria a uma facção rival ao Comando Vermelho (CV), o Primeiro Comando da Capital (PCC), o que pode ter motivado a execução. Após diligências, equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar localizaram o local onde o corpo havia sido enterrado e realizaram os procedimentos de perícia. O corpo foi entregue à família.

Algumas pessoas já foram presas sob suspeita de envolvimento no crime. A Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas do Acre, liderada por Francisca Arara, ainda não se manifestou sobre o caso. A secretaria é responsável pela formulação e execução de políticas públicas voltadas aos povos originários no estado. As investigações continuam.

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