A famĂlia da assistente social Luciana Martins, de AcrelĂąndia, falou sobre as acusaçÔes feitas por ela a respeito da perda da guarda dos trĂȘs filhos, em entrevista exclusiva ao ContilNet.Â

A mĂŁe acusou a famĂlia de ter buscado a guarda das crianças por intolerĂąncia religiosa e homofobia/Foto: Willamis França
A irmã de Luciana, Liny Sara Muniz Martins, afirmou que a modificação da guarda foi determinada pela Justiça com base em provas apresentadas aos órgãos competentes, e não por motivos relacionados à orientação sexual ou religião de Luciana.
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âEm nenhum momento a famĂlia alegou no JudiciĂĄrio que a mesma nĂŁo poderia ficar com a guarda dos filhos por conta da sua religiĂŁo e orientação sexual. AtĂ© porque, se o fizesse, os argumentos seriam negados pelo MinistĂ©rio PĂșblico e pelo prĂłprio JudiciĂĄrioâ, declarou Liny, que diz representar a famĂlia. Segundo ela, a decisĂŁo foi tomada a partir de avaliaçÔes realizadas pelo Conselho Tutelar, MinistĂ©rio PĂșblico e Poder JudiciĂĄrio.
Luciana Martins denunciou ter perdido a guarda dos filhos por preconceito contra sua religiĂŁo de matriz africana e orientação sexual. A retirada das crianças, segundo a defesa da assistente social, foi determinada por medida liminar, sem investigação formal, perĂcia ou escuta prĂ©via da mĂŁe.Â
Atualmente, os filhos estĂŁo sob a guarda provisĂłria dos avĂłs maternos, pais de Luciana. A defesa afirma que a mĂŁe tem contato restrito com os filhos e que houve relatos de violĂȘncia psicolĂłgica contra as crianças.
Liny Martins, por sua vez, rebate as declaraçÔes da irmĂŁ. âQuando Luciana se pronuncia afirmando que perdeu a guarda por intolerĂąncia religiosa e homofobia, estĂĄ afirmando que o Conselho Tutelar, o MP e o JudiciĂĄrio sĂŁo homofĂłbicos e intolerantes. Cabe aos ĂłrgĂŁos envolvidos apurar com a referida o motivo das manifestaçÔes depreciativas apresentadas publicamenteâ, afirmou.
A defesa de Luciana, representada pelo advogado Vladimir Rigon, sustenta que a decisĂŁo judicial foi baseada em denĂșncias infundadas, como porte ilegal de arma, fornecimento de bebidas alcoĂłlicas a menores e rituais com crianças, todas sem provas e sem inquĂ©rito formal instaurado. A equipe jurĂdica prepara pedido de revisĂŁo da medida.
A Justiça autorizou visitas assistidas, mas, segundo a defesa, o acompanhamento técnico necessårio ainda não foi viabilizado. Luciana afirma que continua impedida de ver os filhos, e que sua filha de 11 anos chegou a relatar pensamentos suicidas.

