No Acre, a inovação tem impulsionado o crescimento económico e os empreendedores têm adotado tecnologias avançadas para otimizar a produção. O arquivo DXF, um formato amplamente utilizado em programas de conceção assistida por computador (CAD), tornou-se essencial para a indústria de corte de metal, permitindo a criação de peças precisas e personalizadas. Esta funcionalidade está a transformar setores como o fabrico de máquinas agrícolas, estruturas metálicas e artesanato industrial, fortalecendo a competitividade das empresas locais.

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O papel do formato DXF no corte de metal
O DXF (Drawing Exchange Format), criado pela Autodesk, é um formato aberto que facilita a partilha de desenhos técnicos entre diferentes programas de CAD. No Acre, onde a diversificação económica é uma prioridade, os ficheiros DXF são utilizados para projetar peças metálicas com elevada precisão. Compatíveis com máquinas de corte a laser, plasma e jato de água, estes ficheiros permitem que os empresários criem componentes complexos para equipamento agrícola, estruturas de construção e até produtos decorativos, reduzindo erros e desperdícios.
Aplicações na indústria de corte de metal
Na produção de equipamentos agrícolas, um setor em expansão no Acre devido ao crescimento da agricultura familiar e da suinicultura, os ficheiros DXF são fundamentais. Os pequenos empreendedores utilizam máquinas CNC (Controlo Numérico Computorizado) para cortar chapas de metal com base em projetos digitais, produzindo peças como suportes para máquinas, implementos agrícolas e estruturas para estufas. Esta precisão é crucial para dar resposta às necessidades de cooperativas e produtores locais, que procuram equipamentos duradouros e acessíveis.
Na construção civil, outro pilar económico do estado, os ficheiros DXF são utilizados para criar vigas, suportes e elementos decorativos em metal. Com a integração do Acre nos mercados andinos, através da Estrada do Pacífico, as empresas locais utilizam estes ficheiros para projetar estruturas metálicas que cumprem as normas internacionais, aumentando as oportunidades de exportação. O Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento do Acre realça que a utilização de tecnologias como o CAD está a aumentar a competitividade das indústrias regionais.
Colaboração e sustentabilidade
A interoperabilidade dos ficheiros DXF permite que os empreendedores do Acre colaborem com engenheiros e projetistas de outras regiões, como o sul do Brasil, ou de países vizinhos, como o Peru. Esta colaboração é essencial para projetos que envolvam a exportação de peças metálicas, por exemplo, componentes para máquinas agrícolas ou estruturas pré-fabricadas. Além disso, a utilização do formato DXF contribui para a sustentabilidade, uma vez que a precisão no corte de metal reduz o desperdício de matérias-primas, alinhando-se com as metas de desenvolvimento sustentável apoiadas pelo Governo do Estado.
Desafios e oportunidades
Apesar das vantagens, a utilização de ficheiros DXF no Acre enfrenta barreiras, como a falta de formação técnica e o elevado custo das máquinas CNC. Muitos empreendedores, especialmente os de pequena dimensão, ainda dependem de formação para dominar os programas CAD e operar os equipamentos de corte. Iniciativas como a Jornada de Integração e Desenvolvimento do Acre, promovida pela Fieac, oferecem cursos como o “Trilha Jovem Empreendedor 4.0”, que ensina os jovens a utilizar tecnologias CAD/CAM, contribuindo assim para o fortalecimento do setor.
Outra oportunidade reside no apoio de políticas públicas. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict) e o Fórum Empresarial incentivam a adoção de tecnologias que visam modernizar cadeias produtivas, nomeadamente no que se refere à produção de peças metálicas para os setores da agricultura e da construção. Os projetos de financiamento e as parcerias com instituições técnicas estão a ajudar a democratizar o acesso a máquinas de corte e a programas informáticos CAD no estado.
Conclusão:
Os empreendedores do Acre estão a utilizar o formato DXF para revolucionar a produção de peças metálicas, impulsionando setores como a agricultura e a construção civil. Apesar dos desafios relacionados com a formação e a infraestrutura, as iniciativas de formação e o apoio de instituições como a Fieac e a Seict estão a criar um ambiente favorável à inovação. Ao combinar precisão tecnológica, colaboração regional e foco na sustentabilidade, o Acre está a afirmar-se como um polo de produção metálica inovador, onde a tradição e a modernidade se aliam.
