O empresário Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, confessou ter atuado em uma organização criminosa de fraude fiscal e fechou um acordo de não persecução penal de R$ 31,9 milhões com o Ministério Público de São Paulo (MPSP). O acordo foi homologado em 29 de julho, apenas duas semanas antes de ele ser preso novamente, em uma operação diferente.

Divulgação/Ultrafarma
Operação Ícaro
A nova prisão, que ocorreu nesta terça-feira (12), faz parte da Operação Ícaro, coordenada por um setor distinto do MPSP. Oliveira foi detido sob a suspeita de pagar propina a um auditor fiscal da Receita Estadual para obter vantagens em créditos tributários.

Reprodução TJSP
Outras cinco pessoas foram presas, incluindo Mário Otávio Gomes, da Fast Shop, e o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto. A investigação aponta que o auditor teria recebido cerca de R$ 1 bilhão em propina desde 2021 para manipular processos administrativos.
A nova operação pode colocar em risco o acordo milionário que Sidney Oliveira havia feito anteriormente. A Secretaria da Fazenda informou que instaurou um processo administrativo para apurar a conduta do servidor e irá colaborar com as investigações.
Fonte: Metrópoles
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