Zanin marca no STF julgamento de Bolsonaro. Veja quando

Por: Metrópoles Publicado: 15/08/2025

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin marcou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de aliados por suposto envolvimento em uma trama golpista. A data estipulada pelo presidente da Primeira Turma Ć© 2 de setembro.

A decisão atende a um pedido do ministro Alexandre de Moraes, que solicitou a definição de data para o julgamento. O caso tramita na Primeira Turma do STF, presidida por Zanin.

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Bolsonaro e aliados — entre eles o ex-ministro Braga Netto e o ex-ajudante de ordens Mauro Cid — sĆ£o rĆ©us por tentativa de golpe com o objetivo de impedir a posse de Luiz InĆ”cio Lula da Silva (PT) após as eleiƧƵes de 2022 e manter o entĆ£o presidente no poder.

O julgamento serÔ presencial. Além do núcleo central, que envolve o ex-presidente, outros três núcleos também respondem criminalmente por participação na tentativa de golpe.

Zanin marca no STF julgamento de Bolsonaro. Veja quando6 imagensJair Bolsonaro estÔ em prisão domiciliar por ordem de MoraesEx-presidente Jair BolsonaroEx-presidente Jair BolsonaroFechar modal.Zanin marca no STF julgamento de Bolsonaro. Veja quandoZanin marca no STF julgamento de Bolsonaro. Veja quando1 de 6

O ex-presidente Jair Bolsonaro

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Jair Bolsonaro estÔ em prisão domiciliar por ordem de Moraes

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Ex-presidente Jair Bolsonaro

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Ex-presidente Jair Bolsonaro

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Confira os réus do núcleo crucial

  • Alexandre Ramagem: ex-diretor da Abin, ele Ć© acusado pela PGR de atuar na disseminação de notĆ­cias falsas sobre fraude nas eleiƧƵes.
  • Almir Garnier Santos: ex-comandante da Marinha, ele teria apoiado a tentativa de golpe em reuniĆ£o com comandantes das ForƧas Armadas, na qual o entĆ£o ministro da Defesa apresentou minuta de decreto golpista. Segundo a PGR, o almirante teria colocado tropas da Marinha Ć  disposição.
  • Anderson Torres: ex-ministro da JustiƧa, ele Ć© acusado de assessorar juridicamente Bolsonaro na execução do plano golpista. Um dos principais indĆ­cios Ć© a minuta do golpe encontrada na casa de Torres, em janeiro de 2023.
  • Augusto Heleno: ex-ministro do GSI, o general participou de uma live que, segundo a denĆŗncia, propagava notĆ­cias falsas sobre o sistema eleitoral. A PF tambĆ©m localizou uma agenda com anotaƧƵes sobre o planejamento para descredibilizar as urnas eletrĆ“nicas.
  • Jair Bolsonaro: ex-presidente da RepĆŗblica, ele Ć© apontado como lĆ­der da trama golpista. A PGR sustenta que Bolsonaro comandou o plano para se manter no poder após ser derrotado nas eleiƧƵes e, por isso, responde Ć  qualificadora de liderar o grupo.
  • Mauro Cid: ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator do caso. Segundo a PGR, ele participou de reuniƵes sobre o golpe e trocou mensagens com conteĆŗdo relacionado ao planejamento da ação.
  • Paulo SĆ©rgio Nogueira: ex-ministro da Defesa, ele teria apresentado aos comandantes militares decreto de estado de defesa, redigido por Bolsonaro. O texto previa a criação de ā€œComissĆ£o de Regularidade Eleitoralā€ e buscava anular o resultado das eleiƧƵes.
  • Walter Souza Braga Netto: Ć© o Ćŗnico rĆ©u preso entre os oito acusados do nĆŗcleo central. Ex-ministro e general da reserva, foi detido em dezembro do ano passado por suspeita de obstruir as investigaƧƵes. Segundo a delação de Cid, Braga Netto teria entregado dinheiro em uma sacola de vinho para financiar acampamentos e aƧƵes que incluĆ­am atĆ© um plano para matar o ministro Alexandre de Moraes.

As defesas dos réus do chamado núcleo crucial da trama golpista denunciada pela PGR ao STF apresentaram, nessa quarta-feira (13/8), as alegações finais. A linha comum seguida pelos advogados dos oito réus foi frisar a falta de provas da acusação para ligar os respectivos clientes à participação no planejamento de um possível golpe de Estado.

Trata-se da última fase antes do julgamento. Agora, quando Zanin pautar, o processo vai para a anÔlise da Primeira Turma, composta por Moraes, CÔrmen Lúcia, Cristiano Zanin, Luiz Fux e FlÔvio Dino. Eles podem decidir se os oito acusados pela PGR serão condenados ou absolvidos. Pode ocorrer, ainda, de algum ministro pedir vista, o que representaria mais tempo para anÔlise, com prazo de retorno para julgamento em 90 dias.

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