Um estudo recente divulgado pelo Projeto AcreQueimadas, do Laboratório de Geoprocessamento Aplicado ao Meio Ambiente (LabGAMA) da Universidade Federal do Acre (UFAC), revelou uma redução significativa de 70% na área total queimada no estado. Os dados, que comparam o período de janeiro a agosto de 2024 e 2025, apontam que apenas 8.882 hectares foram atingidos pelo fogo até 15 de agosto deste ano.

As ações tem como objetivo reduzir as queimadas./ Foto:Neto Lucena/Secom
A pesquisa também indica uma queda de 60% nos alertas de incêndio, que são emitidos por sistemas de monitoramento para notificar o risco iminente de fogo em áreas naturais.
Para o secretário estadual de Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, a queda nos números é resultado de ações coordenadas entre os órgãos públicos. “Isso reflete, evidentemente, o trabalho integrado que o estado do Acre vem realizando, seja por meio do Corpo de Bombeiros, que lançou a Operação Fogo Controlado, seja através do grupo operacional de comando e controle, coordenado pela Casa Civil”, afirmou.
A integração com os municípios, especialmente os prioritários como Feijó, Tarauacá e Manoel Urbano, foi considerada fundamental. O secretário destacou a importância de “conversarmos com as secretarias municipais, solicitando maior envolvimento na causa ambiental”. Ele também pontuou o papel do governo federal na “busca por coibir as ilegalidades”, reforçando que os resultados são um “conjunto de fatores”.
Apesar dos resultados positivos, Carvalho alerta para os desafios do próximo mês. Setembro é historicamente um período crítico, com as menores cotas do Rio Acre e um aumento na poluição do ar. “É hora de manter a ação e seguir buscando esses resultados, reduzindo os números, porque, no fim das contas, isso é bom para a população, especialmente pela questão da saúde”, concluiu. O secretário ressaltou que a melhoria da qualidade do ar e a redução do desmatamento são prioridades do governador Gladson Cameli.
