Feminicida afirmou que estava drogado quando matou a companheira

Por Metrópoles 25/08/2025

Em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Flávio do Nascimento Santos (foto em destaque), de 42 anos, confessou que estava sob efeito de maconha no dia em que matou a companheira, Pâmella Maria Rocha Rangel, 21 anos.

O crime foi cometido no sábado (23/8), em Brazlândia.

WhatsApp Image 2025 08 24 at 11.37.344 imagensPâmella Maria Rocha Rangel, 21 anosPâmella foi levada ao Hospital Regional de Brazlândia, mas não resistiuPrimo da vítima relatou que "todos avisaram" da conduta do criminosoFechar modal.logo metropoles brancaWhatsApp Image 2025 08 24 at 11.37.341 de 4

Flávio do Nascimento Santos, 42 anos

Imagem cedida ao MetrópolesFoto colorida da vitima morta a facadas em Brazlandia apos uma discussao com o companheiro2 de 4

Pâmella Maria Rocha Rangel, 21 anos

Imagem cedida ao MetrópolesHospital Regional de Brazlandia 13 de 4

Pâmella foi levada ao Hospital Regional de Brazlândia, mas não resistiu

Agência BrasíliaPost nas redes sociais 14 de 4

Primo da vítima relatou que “todos avisaram” da conduta do criminoso

Reprodução

Flávio disse que foi à casa de Pâmella Maria, na chácara Pedacinho do Céu, e começou a discutir com a companheira por causa de drogas. O feminicida alegou que foi tomado por um “momento de fúria descontrolada”, quando pegou uma faca que estava sobre a pia da cozinha e desferiu um golpe fatal no peito da jovem.

Logo após o crime, Flávio acionou a mãe e a irmã de Pâmella, pedindo socorro e confessando: “Acho que matei sua filha”. Ele fugiu em seguida.

Pouco mais de duas horas depois do feminicídio, uma viatura da Polícia Militar (PMDF) localizou Flávio nas imediações do cemitério de Brazlândia, que fica próximo à casa de Pâmella. Ele tentou se esconder em uma cova do cemitério.

Pâmella foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros (CBMDF) e levada ao Hospital Regional de Brazlândia (HRBz), mas não resistiu e morreu pouco tempo depois.

Mais detalhes do caso:

  • Um vizinho ouviu gritos de socorro da vítima. Ela teria clamado: “Socorro, mãe”. Em seguida, a testemunha viu um homem sem camisa, saindo da casa com um celular na mão e dizendo: “Me perdoa, me perdoa pelo que eu fiz”.
  • Preocupado, o vizinho foi até a casa da jovem e a encontrou na cama. Ele e a esposa acionaram a PMDF e o CBMDF.
  • A vítima foi socorrida pelo CBMDF e levada ao Hospital Regional de Brazlândia, mas não resistiu aos ferimentos.
  • Horas depois, um primo de Pâmella fez uma postagem nas redes sociais falando que a jovem havia sido ameaçada dias antes do crime. Na publicação, ele diz: “Todos avisaram, mas, como sempre, ele fez a cabeça dela e acabou em tragédia.”
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Pâmella havia pedido, em novembro do ano passado, uma medida protetiva contra Flávio após denunciá-lo por lesão corporal. Em março deste ano, porém, ela pediu a revogação da decisão após reatar o relacionamento.

A 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia) é a unidade responsável pela investigação do caso. Se condenado por feminicídio, Flávio pode pegar até 40 anos de prisão.

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