O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (26/8) o reforço do policiamento na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília. A decisão atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que avaliou existir risco de fuga do ex-mandatário.
De acordo com a decisão, o acompanhamento será feito pela Polícia Penal do Distrito Federal em tempo integral. Moraes ressaltou que os agentes devem evitar exposição indevida de Bolsonaro, “abstendo-se de toda e qualquer indiscrição, inclusive midiática, sem adoção de medidas intrusivas da esfera domiciliar do réu ou perturbadoras da vizinhança”.

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Detalhes da determinação
O ministro autorizou que fique a critério da Polícia Penal do DF o uso de uniformes e armamentos. Para ele, a medida é “adequada e necessária” diante da proximidade do julgamento de mérito da Ação Penal 2.668/DF.
“Verifica-se adequado e necessário o monitoramento do réu e investigado Jair Messias Bolsonaro, em complemento às medidas cautelares impostas e referendadas pela Primeira Turma desta Suprema Corte, de modo a assegurar a aplicação da lei penal”, escreveu Moraes.
Contexto da decisão
A solicitação foi feita após a Polícia Federal (PF) encaminhar ao STF um ofício com base em pedido do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do PT na Câmara. No documento, o parlamentar solicitava reforço no policiamento para evitar possível tentativa de fuga do ex-presidente.
A PF também destacou a importância da manutenção e checagem constante do sistema de monitoramento eletrônico nas imediações da residência de Bolsonaro.
Atualmente, o ex-presidente cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, utilizando tornozeleira eletrônica, em razão de medidas cautelares impostas pelo STF.
📌 Fonte: STF, PGR, Polícia Federal
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