De manicure a empresária de luxo: quem são as novas “Rainhas do Tigrinho” investigadas pela polícia

Influenciadoras acumularam milhões promovendo jogos de azar e ostentando vidas luxuosas nas redes sociais

O chamado “Jogo do Tigrinho” voltou ao centro das atenções após quatro influenciadoras digitais serem apontadas como as novas “Rainhas do Tigrinho”. Alicya Ribeiro, Dheovana França, Emilly Souza e Maria Karollyny Campos Ferreira, conhecida como “Karol Digital”, são investigadas por participação em esquemas milionários ligados a apostas ilegais.

Antes de ostentar viagens internacionais, carros de luxo e fortunas em redes sociais, elas levavam rotinas comuns. Mas, com a ascensão rápida nas plataformas, passaram a receber valores que ultrapassavam centenas de milhares de reais mensais — situação que chamou a atenção do Ministério Público e da Polícia Civil.

Rainhas do Tigrinho -Reprodução/Redes sociais

Quem são as investigadas

  • Alicya Ribeiro: Com cerca de 400 mil seguidores, recebia até R$ 100 mil por mês em contratos de divulgação. Em operação realizada em junho, a polícia apreendeu R$ 700 mil em bens supostamente adquiridos com os ganhos ilícitos.

  • Dheovana França: Ex-manicure, viu sua renda saltar de R$ 9 mil mensais para um patrimônio de mais de R$ 7 milhões em menos de um ano. Indiciada no Tocantins por 258 crimes, ela ostentava cirurgias estéticas, viagens e compras caras para mais de 1,1 milhão de seguidores.

  • Emilly Souza: Influenciadora do Mato Grosso, acumulou mais de 95 mil seguidores exibindo supostos ganhos milionários em cassinos online. Ficou foragida por dois meses e foi presa em junho, na casa da mãe.

  • Maria Karollyny Campos Ferreira (Karol Digital): Com 1,5 milhão de seguidores, já havia cumprido pena por assalto à mão armada. É dona de sete carros de luxo avaliados em mais de R$ 5 milhões, além de negócios em beleza e cosméticos. Foi presa preventivamente no fim de agosto.

Ostentação e investigações

As quatro são suspeitas de simular ganhos falsos em apostas para atrair seguidores. As investigações apontam que parte do dinheiro recebido em contratos de divulgação era usado para financiar rotinas luxuosas e exibir uma falsa imagem de sucesso.

A Polícia Civil e o Ministério Público seguem analisando movimentações financeiras e bens adquiridos pelas influenciadoras. Algumas delas podem enfrentar penas que, somadas, chegam a mais de 40 anos de prisão.


📌 Fonte: g1 / Portal Leo Dias
✍️ Redação ContilNet Notícias

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