Em resposta à decisão da justiça americana de sexta-feira (29), que declarou ilegal a maioria das tarifas implementadas por Donald Trump, o republicano foi às redes afirmar que, sem elas, os Estados Unidos seriam “completamente destruídos”.

Desde que Trump 2.0 se tornou realidade, a prioridade da administração do republicano foi a interrupção do comércio global • REUTERS/Kevin Lamarque
Por meio de publicação no Truth Social neste domingo (31), Trump escreveu ainda que, sem os trilhões de dólares arrecadados com a política, o poderio militar da nação seria “instantaneamente obliterado”.
“Em uma votação de 7 a 4, um grupo de juízes da esquerda radical não se importou, mas um democrata, nomeado por Obama, votou para salvar nosso país. Gostaria de agradecê-lo por sua coragem! Ele ama e respeita os EUA”, escreveu. O painel de três juízes incluiu um juiz que foi nomeado por Trump em seu primeiro mandato.
Ameaças “incomuns e extraordinárias”
Desde que Trump 2.0 se tornou realidade, a prioridade da administração do republicano foi a interrupção do comércio global — com o argumento de apoiar as indústrias nacionais americanas.
Ele foi eleito com base nesta premissa: consertar as finanças dos americanos por meio de medidas econômicas protetivas. As tarifas, naturalmente, foram estratégia primária desta política.
Trump justificou os dois conjuntos de tarifas — impostas em fevereiro contra a China, o Canadá e o México e ao resto do mundo em abril — com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional. A legislação dá ao presidente o poder de lidar com ameaças “incomuns e extraordinárias” durante emergências nacionais.
A lei não menciona tarifas, embora permita que o presidente tome uma ampla gama de medidas em resposta a uma crise.
O Departamento de Justiça de Trump argumentou que a lei permite tarifas de acordo com as disposições de emergência que autorizam o presidente a “regular” as importações ou bloqueá-las completamente.
A decisão da Corte de Apelações dos EUA para o Circuito Federal em Washington não é a primeira a considerar as movimentações dio republicano ilegais. Pelo menos oito ações judiciais contestaram as políticas tarifárias de Trump, incluindo uma movida pelo Estado da Califórnia.
Outro tribunal em Washington decidiu que a IEEPA não autoriza as tarifas de Trump, e o governo também recorreu dessa decisão.
Sobre a decisão de sexta, espera-se amplamente que haja um recurso sobre esse caso à Suprema Corte dos EUA.
