‘Toque de recolher do amor’: condomínio proíbe sexo após 22h e gera polêmica nacional

Moradores podem ser punidos com até R$ 237 por reincidência

Um condomínio localizado em São José, na Grande Florianópolis (SC), ganhou repercussão nacional após adotar uma regra inusitada: moradores estão proibidos de manter relações sexuais depois das 22h. A decisão, tomada em assembleia condominial, provocou debates acalorados nas redes sociais.

A medida teria surgido como resposta a constantes reclamações sobre barulhos noturnos, que iam desde gemidos e cabeceiras batendo até conversas em tom elevado. Com isso, a direção do condomínio decidiu estabelecer limites que, para muitos, soam exagerados.

Moradores podem ser punidos com até R$ 237 por reincidência/Foto: Ilustrativa

Batizada por internautas como “toque de recolher do amor”, a regra prevê punições progressivas. Na primeira ocorrência, o morador receberia apenas uma advertência por escrito. Caso o episódio se repetisse, poderia ser multado em R$ 237.

O regulamento vai além: se o problema persistir, há a possibilidade de que gravações de barulhos sejam apresentadas em assembleias, no salão de festas, diante de outros condôminos. Além disso, também foi cogitada a instalação de sensores de decibéis nos corredores para monitorar os sons.

Nas redes sociais, a polêmica viralizou rapidamente. Enquanto alguns usuários apoiaram a iniciativa, alegando que o descanso dos vizinhos deve ser respeitado, outros consideraram a regra invasiva e desproporcional.

A discussão reacende um dilema comum em espaços coletivos: até onde vai o direito à privacidade dentro da própria casa quando o convívio em comunidade entra em conflito com a liberdade individual?

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