Flamengo reĂșne organizadas para debater violĂȘncia contra as mulheres

Por AgĂȘncia Brasil 13/09/2025 Ă s 09:38


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O aumento de ameaças de violĂȘncia contra as mulheres em dia de jogos de futebol levou o Clube de Regatas do Flamengo a reunir, pela primeira vez, cerca de 50 integrantes de suas torcidas organizadas para debater o tema.Flamengo reĂșne organizadas para debater violĂȘncia contra as mulheresFlamengo reĂșne organizadas para debater violĂȘncia contra as mulheres

Segundo estudo do FĂłrum Brasileiro de Segurança PĂșblica, os casos de ameaças de violĂȘncia contra as mulheres aumentam 23,7% e os de lesĂŁo corporal crescem 20,8% nas capitais brasileiras, em dias de jogos de futebol.

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Embora os dados nĂŁo signifiquem que o futebol seja a causa da violĂȘncia, eles mostram a necessidade urgentes de medidas no enfrentamento do problema em ambientes de grande mobilização social.

O encontro, na sede do Flamengo na GĂĄvea, foi uma iniciativa da Bancada Feminina do Conselho Deliberativo e teve apoio da Secretaria de Estado da Mulher, do MinistĂ©rio PĂșblico estadual e da Livre de AssĂ©dio, como parte do protocolo “NĂŁo Ă© NĂŁo! Respeite a DecisĂŁo”, que prevĂȘ capacitação sobre segurança para meninas e mulheres.

“A mobilização das torcidas organizadas do Flamengo em torno desse tema Ă© um exemplo para todo o Brasil. Futebol Ă© paixĂŁo, mas tambĂ©m deve ser um espaço de acolhimento e segurança para as mulheres”, Giulia Luz, superintendente de Enfrentamento Ă s ViolĂȘncias da Secretaria de Estado da Mulher.

Para Giulia, “ao garantir informação sobre leis e direitos, e disponibilizar canais como o aplicativo Rede Mulher, ampliamos a mensagem e oferecemos ferramentas para que elas se protejam e ocupem cada vez mais esse espaço com liberdade e respeito”.

A presidente da Bancada Feminina do Flamengo, Marion Kaplan, destacou que a arquibancada pode ser usada para iniciativas positivas de mudanças sociais.

“hoje mostramos que a arquibancada tambĂ©m pode ser espaço de transformação social. Ver torcedores e torcedoras unidos pelo respeito Ă s mulheres reforça que estamos abrindo caminho para um Flamengo mais inclusivo, onde a prevenção e o conhecimento fortalecem todas nĂłs”.

Ana Addobbati, fundadora da Livre de AssĂ©dio, destacou a importĂąncia de açÔes que levem pessoas a ouvir o outro. “Quando uma mulher compartilha sua histĂłria, Ă© fundamental que a sociedade saiba acolher, proteger e direcionar. O simples ato de ouvir com respeito jĂĄ transforma o pensamento de quem estĂĄ ao redor e abre espaço para a informação circular, criando uma rede de apoio que salva vidas”.

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