MP exige interdição imediata de presídio feminino no Acre por risco de desabamento

O promotor de Justiça Eduardo Lopes, responsável pela ação, reforça que medidas imediatas são indispensáveis

Por Suene Almeida, ContilNet 15/09/2025 Atualizado: há 7 meses

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) entrou com ação civil pública exigindo a interdição imediata da Unidade Prisional Feminina de Cruzeiro do Sul. A medida, protocolada pela 1ª Promotoria de Justiça Criminal do município, visa proteger a vida das internas, de servidores e de visitantes, diante de falhas estruturais graves no prédio.

MP exige interdição imediata de presídio feminino no Acre por risco de desabamento

Relatórios técnicos indicam que as condições do prédio colocam em perigo tanto a integridade física quanto a dignidade das mulheres/ Foto: Ascom

Vistorias realizadas pelo Núcleo de Apoio Técnico (NAT), pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF/TJAC), além do Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e Defesa Civil, apontaram risco concreto de colapso da unidade. Relatórios técnicos indicam que as condições do prédio colocam em perigo tanto a integridade física quanto a dignidade das mulheres privadas de liberdade.

MP exige interdição imediata de presídio feminino no Acre por risco de desabamento

Unidade fica em Cruzeiro do Sul/Reprodução

O promotor de Justiça Eduardo Lopes, responsável pela ação, reforça que medidas imediatas são indispensáveis. “A situação exige intervenção urgente para garantir a segurança das internas e de todos que circulam pela unidade”, afirma.

Solicitações do MPAC

Na ação, o MPAC requer que o Estado e o Iapen promovam:

  • Interdição imediata da unidade prisional;
  • Realocação emergencial das internas em outro estabelecimento adequado ou em imóvel locado;
  • Apresentação, em até 15 dias, de plano emergencial contendo diagnóstico técnico, cronograma de ações, previsão orçamentária e responsáveis técnicos;
  • Adoção de medidas preventivas de segurança no prédio interditado;
  • Reforma integral, reconstrução ou construção de nova unidade feminina no Complexo Penitenciário do Juruá, a ser iniciada em até 12 meses.

Além disso, o MPAC pede a fixação de multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento e a possibilidade de bloqueio de verbas públicas para garantir a execução das medidas.

O órgão já havia emitido recomendação ao Iapen cobrando providências imediatas, mas nenhuma ação concreta foi tomada até o momento, motivando a judicialização do caso.

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