IBGE: desemprego atinge mínima histórica de 5,6% e renda dos brasileiros cresce

Renda média sobe para R$ 3.484 e massa salarial atinge R$ 352,3 bilhões

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,6% no trimestre encerrado em julho, o menor nível já registrado pela série histórica do IBGE iniciada em 2012. O resultado representa uma queda em relação aos 6,6% do trimestre anterior e aos 6,9% do mesmo período de 2024, consolidando o melhor cenário para o mercado de trabalho em mais de uma década.

O número de pessoas desocupadas recuou para 6,11 milhões, o menor patamar desde o fim de 2013. Em comparação ao trimestre anterior, houve redução de 14,2% (1 milhão de pessoas a menos) e, em relação ao ano passado, a queda foi de 16% (1,2 milhão a menos).

Renda média sobe para R$ 3.484 e massa salarial atinge R$ 352,3 bilhões/Foto: Ilustrativa

Paralelamente, a população ocupada atingiu um recorde de 102,4 milhões de trabalhadores, impulsionada principalmente pelo crescimento dos empregados com carteira assinada, que chegaram a 39,1 milhões. Setores como administração pública, saúde, educação, indústria, comércio e transporte lideraram as contratações.

Outro ponto de destaque foi a redução do desalento, que recuou para 2,7 milhões de pessoas, queda de 11% no trimestre e 15% em um ano. Já a taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 14,1%, também a mais baixa da série. Para o IBGE, os dados indicam que os brasileiros que saíram da desocupação estão, de fato, se inserindo no mercado.

Apesar do avanço da formalização, a informalidade ainda atinge 38,8 milhões de trabalhadores, o que representa 37,8% da população ocupada. O número inclui 25,9 milhões de pessoas trabalhando por conta própria, recorde da série histórica.

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O rendimento médio real habitual foi estimado em R$ 3.484, com alta de 1,3% em relação ao trimestre anterior e de 3,8% frente a 2024. Já a massa de rendimentos chegou a R$ 352,3 bilhões, também um recorde, impulsionando o consumo e contribuindo para a desaceleração da inflação de serviços.

Economistas avaliam que, embora a taxa de desemprego esteja em mínima histórica, o mercado de trabalho começa a dar sinais de acomodação. Ainda assim, o cenário segue positivo, com aumento da formalização, crescimento da renda e manutenção do consumo interno.

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