Cinco meses após o grave acidente ocorrido na Terceira Ponte, em Rio Branco, as famílias das vítimas ainda vivem um cenário de dor e incerteza. A tragédia, registrada em abril, provocou a morte de três pessoas e deixou uma quarta ferida, mas até hoje a justiça não apresentou respostas concretas sobre o caso.
Entre as vítimas estavam os funcionários da empresa Estação VIP, Márcio da Silva, Carpegiane Lopes e Fábio Farias, além da autônoma Raiane Xavier. Márcio faleceu ainda no local, Carpegiane não resistiu e morreu três dias depois, e Fábio perdeu a vida em 22 de maio. Raiane, por sua vez, recebeu atendimento médico e teve alta no mesmo dia. O motorista envolvido, identificado como Talysson Duarte, afirmou que perdeu o controle da caminhonete por causa da pista molhada, alegando aquaplanagem. Contudo, a investigação segue aberta, e a demora na conclusão do laudo pericial estava causando revolta entre familiares e amigos.

Acidente deixou três vítimas fatais/Foto: ContilNet
Segundo relatos de testemunhas, a caminhonete Ford Ranger vermelha dirigida por Talysson atravessou para a contramão e atingiu três motocicletas. O primeiro choque foi contra a moto de Raiane, que sofreu um corte profundo na perna. Em seguida, o veículo colidiu com a moto de Carpegiane, que sofreu ferimentos graves, incluindo traumatismo craniano. O último impacto atingiu a motocicleta conduzida por Márcio, onde também estava Fábio. Márcio morreu na hora, enquanto Fábio ficou em estado grave e não resistiu semanas depois.
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Outro ponto que gera questionamentos é a conduta dos policiais que atenderam a ocorrência. O motorista foi liberado sem passar pelo teste do bafômetro, o que provocou indignação da comunidade e levantou suspeitas de falha no procedimento.

O motorista foi liberado sem passar pelo teste do bafômetro/Foto: ContilNet
A conclusão do inquérito depende do laudo pericial, cuja entrega vem sendo aguardada pelo delegado Karlesso Nespoli, responsável pela investigação. Ele explicou que somente após esse documento será possível dar sequência às medidas legais. O diretor de perícias do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC), Sandro Martins, afirmou que o caso exigiu análises minuciosas, incluindo uma simulação em 3D enviada para São Paulo. Esse material retornou recentemente e, segundo ele, o laudo deve ser repassado à delegacia até o fim desta semana.

Sandro Martins, afirmou que o laudo deve ser repassado à delegacia até o fim desta semana/Foto: Reprodução
Enquanto aguardam, as famílias seguem em sofrimento. Alexia Costa, sobrinha de Márcio, desabafou sobre a espera angustiante: “Espero que os resultados tragam esclarecimentos importantes e que possamos obter boas notícias. Minha família continua na expectativa de que os próximos passos tragam luz sobre esse caso e possamos encontrar algum conforto e justiça nesse processo tão difícil. Já são 5 meses sem respostas, restando somente dor e sofrimento por essa tamanha injustiça”.
Agora, resta às famílias e à comunidade acompanhar os próximos passos e esperar que o documento pericial, finalmente prestes a ser concluído, traga clareza sobre as circunstâncias da tragédia.
