Deputados se mobilizam em defesa de policiais penais provisórios ameaçados de demissão

Magalhães lembrou que situações semelhantes já tiveram soluções encontradas pelo Estado, citando o caso dos servidores do Igesac

Os policiais penais contratados de forma provisória no Acre, que correm risco de demissão, foram recebidos nesta quarta-feira (17) no plenário da Assembleia Legislativa do Estado (Aleac). O encontro reuniu parlamentares de diferentes partidos, que manifestaram apoio à permanência desses profissionais na segurança pública.

Entre os deputados que se posicionaram em defesa da categoria estavam Edvaldo Magalhães (PCdoB), Emerson Jarude (Novo), Adailton Cruz (PSB), Afonso Fernandes (SD), Gene Diniz (Republicanos) e Fagner Calegário (Podemos). O grupo destacou a necessidade de encontrar alternativas jurídicas e políticas para evitar que os trabalhadores sejam desligados de suas funções.

Magalhães lembrou que situações semelhantes já tiveram soluções encontradas pelo Estado, citando o caso dos servidores do Igesac, e defendeu que o mesmo caminho poderia ser seguido no caso dos policiais penais.

Afonso Fernandes sugeriu que seja organizada uma reunião com representantes da Casa Civil, da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) e da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), com o objetivo de avaliar medidas que possam garantir a permanência dos provisórios até uma transição adequada.

Emerson Jarude alertou que a dispensa imediata desses profissionais, prevista a partir do dia 22, pode gerar um problema social e de segurança, já que muitos ficarão sem porte de arma e sem proteção, enquanto o sistema prisional ainda enfrenta déficit de pessoal mesmo com a convocação dos concursados.

Adailton Cruz também destacou a gravidade da situação, ressaltando que o ambiente de trabalho dos policiais penais envolve contato direto com facções criminosas e pessoas de alta periculosidade, o que aumenta a preocupação diante da possível demissão em massa.

Com o apoio público dos parlamentares, os provisórios esperam que o Governo do Estado encontre uma saída administrativa ou legal que evite o desligamento e assegure a continuidade de seus postos de trabalho até a consolidação das novas contratações.

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