O advogado de defesa do policial penal Raimundo Nonato Veloso da Silva Neto, Wellington Silva, afirmou nesta quinta-feira (18), durante o segundo dia do julgamento, que o cliente agiu em legítima defesa na morte de Wesley Santos da Silva durante a ExpoAcre 2023.

Wellington ainda ressaltou que, segundo a defesa, o disparo foi uma medida para salvar sua própria vida/ Foto: Reprodução
“Os laudos periciais, o exame de balística, todas essas informações, que são provas técnicas, demonstram de forma induvidosa que o réu agiu, sim, em legítima defesa. Então não recai qualquer dúvida a respeito dessa conduta, a respeito da legitimidade da ação do policial penal”, disse.
Wellington destacou a importância de que o júri popular considere todas as provas apresentadas.
“Eu espero que o Corpo de Jurados realmente faça um julgamento com coerência, que a decisão seja harmoniosa às provas apresentadas, depois de dois dias de intensos debates e informações, tanto as testemunhais quanto as científicas, como os laudos que estão presentes no processo.”
O advogado reforçou que o réu manteve a versão desde o início.
“É tanto que o depoimento dele nunca mudou. Ele sempre falou que agiu em legítima defesa, que foi agredido por diversas pessoas. Essa agressão foi cruel, covarde, totalmente desnecessária. Ele agiu ali como qualquer pessoa agiria, no estado de sobrevivência, no instinto primitivo de sobrevivência, em que ele não tinha outra chance, não tinha outra oportunidade.”
Wellington ainda ressaltou que, segundo a defesa, o disparo foi uma medida para salvar sua própria vida.
“Com certeza, se ele não tira o armamento dele e não realiza os disparos, hoje ele não estaria aqui para ser julgado, porque ele estaria, com certeza, condenado à morte.”
