A condenação do policial penal Raimundo Nonato Veloso da Silva Neto pelo assassinato de Wesley Santos da Silva foi classificada pela promotora de Justiça Maísa Arantes como uma resposta da sociedade contra abusos e violações ao direito à vida. Ela diz que a lei puniu alguém que matou “um braço trabalhador com uma arma comprada com suor do povo acreano”.

A promotora se emocionou ao final do júri/Foto: ContilNet
Durante sua manifestação após o júri, a representante do Ministério Público ressaltou que o resultado não devolve a vida à vítima, mas reafirma que atos de violência não serão tolerados.
“Não tem resultado justo em um caso de tribunal do júri, porque ninguém quer que o júri aconteça, ninguém quer que haja violações ao direito à vida. Mas hoje foi uma resposta para a sociedade, uma resposta da sociedade para a sociedade, que não vão ser tolerados atos de importunação, não vão ser tolerados atos de abuso da confiança social”, afirmou.
Maísa destacou ainda o impacto irreversível do crime para os familiares. “As vítimas não têm o Wesley de volta, a Rita jamais vai poder desfazer e desviver o que ela viveu, mas com certeza é uma resposta”, completou.
