O Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e o World Mosquito Program (WMP) inauguraram, em Curitiba (PR), a Wolbito do Brasil — a maior biofábrica do mundo dedicada ao Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, técnica que reduz a transmissão de dengue, zika e chikungunya. Com 3,5 mil m² e alta automação, a planta tem capacidade para produzir 100 milhões de ovos por semana e atender projetos em todo o país.
“Nosso objetivo é reduzir significativamente os números de casos de arboviroses no país. Em dez anos teremos beneficiado mais da metade da população brasileira”, afirmou Luciano Moreira, CEO da Wolbito do Brasil.

Divulgação/Fiocruz
Como funciona o método Wolbachia
-
A Wolbachia é uma bactéria naturalmente presente em ~50–60% dos insetos.
-
Pesquisadores transferem a bactéria para o Aedes aegypti (que não a tem naturalmente).
-
Com Wolbachia, o mosquito carrega menos vírus de dengue, zika e chikungunya — e transmite menos ao picar.
-
Os mosquitos com Wolbachia são soltos para se reproduzir com a população local, espalhando a característica ao longo do tempo.
-
A bactéria não é transmitida a humanos nem a outros mamíferos.
Resultados no Brasil
-
Projeto iniciado em 2012; primeira liberação em Niterói (RJ) em 2014.
-
Em Niterói, o Ministério da Saúde reportou reduções de 69,4% (dengue), 56,3% (chikungunya) e 37% (zika).
Onde já está e para onde vai
Locais com uso do método: Niterói (RJ), Rio de Janeiro (RJ), Campo Grande (MS), Petrolina (PE), Joinville (SC), Foz do Iguaçu (PR) e Londrina (PR).
Primeiras cidades a receber ovos da nova biofábrica: Brasília (DF), Valparaíso de Goiás (GO), Luziânia (GO), Joinville (SC), Balneário Camboriú (SC) e Blumenau (SC) — seguindo critérios do Ministério da Saúde.
—
Fonte: Ministério da Saúde; World Mosquito Program; IBMP/Wolbito do Brasil e Metrópoles
Redigido por ContilNet
