O médico infectologista Thor Dantas fez um alerta importante sobre o tratamento da Covid-19 durante entrevista ao Em Cena, o podcast do ContilNet, na última segunda-feira (22). Segundo ele, já existe no Brasil uma medicação eficaz contra a doença, distribuída pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas ainda pouco utilizada pela rede pública.
“Hoje, a gente tem tratamento eficaz, disponível no SUS, via oral, para tratar a Covid no início. É aquele famoso tratamento precoce que a gente tanto buscou na época da pandemia. Testamos um monte de coisa sem saber que ia dar certo: ivermectina, cloroquina, um monte de remédio. Hoje já tem. É um antiviral e tem no SUS. Inclusive, colegas médicos não sabem disso”, disse Thor.
O infectologista relatou, inclusive, que já presenciou situações em que pacientes deixaram de receber o medicamento mesmo estando disponível na unidade de saúde.
“Aconteceu essa semana de um paciente com Covid que foi na UBS e voltou sem o remédio. Isso não é mais admissível. Liguei pro colega, a pessoa tomou a medicação e melhorou em dois dias. Esse tratamento está disponível e todo mundo precisa saber”, destacou.
Thor explicou que o remédio precisa ser iniciado ainda nos primeiros dias de sintomas para garantir a eficácia, evitando complicações mais graves da doença.
“Se iniciados nos primeiros dias de sintoma, evita progressão para casos graves, oxigênio, internação e mais. É um nome difícil, técnico, que chama paxolovid, uma combinação com dois antivirais. Três comprimidos de 12 em 12 horas, durante cinco dias. Essa medicação é extremamente eficaz e muita gente não sabe”, afirmou.
O especialista ainda lamentou que, apesar da disponibilidade, o medicamento esteja sendo subutilizado em várias unidades de saúde do país.
“O remédio está vencendo no posto porque ninguém está usando. Engraçado, que a gente procura tanto o remédio e quando tem, não usamos. A ciência de boa qualidade desenvolveu o remédio que a gente tanto procurava. Esse realmente funciona. Ele vai ter que ser usado para tratar essa doença que vai nos acompanhar para o resto da vida. Virou um vírus de convívio regular entre a gente, como a gripe”, completou.
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