As ações de fiscalização ambiental realizadas no Acre neste ano já resultaram em mais de R$ 60 milhões em multas aplicadas por órgãos federais. Os dados são da plataforma Comunica, do Governo Federal.

O órgão aplicou 205 embargos, que atingem uma área total de 18,56 mil hectares | Foto: Governo Federal
De janeiro a julho, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) promoveu 287 operações de fiscalização no estado.
Dessas, surgiram 232 infrações ambientais, que geraram R$ 45,12 milhões em multas. Além disso, o órgão aplicou 205 embargos, que atingem uma área total de 18,56 mil hectares.
Já o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pelas Unidades de Conservação federais, cumpriu 37 ordens de fiscalização até junho.
Como resultado, foram registradas 147 infrações ambientais, equivalentes a R$ 15,79 milhões em multas, e aplicados 88 embargos, que somam 4,53 mil hectares embargados.
Operação na Resex
Em junho deste ano, a Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes, em Xapuri, se tornou o epicentro de uma intensa disputa e de uma crise ambiental e social após o início da Operação Suçuarana, deflagrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

A operação fiscalizou diversas propriedades localizada dentro da Resex Chico Mendes/Foto: Cedida
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A operação que visava coibir ilícitos ambientais dentro da unidade de conservação, especialmente o desmatamento e a criação ilegal de gado, gerou uma onda de protestos, com estradas bloqueadas e acusações de abuso de poder por parte dos produtores rurais. Entre os pontos de interdição, estava a BR-317, a principal via de acesso à região.
Em nota, o ICMBio defendeu a legalidade da operação, afirmando que está agindo em estrito cumprimento da legislação ambiental e do plano de manejo da Resex Chico Mendes.
“A Operação Suçuarana visa combater crimes ambientais que causam danos irreparáveis à biodiversidade e aos recursos naturais da reserva. As ações são pontuais e direcionadas a áreas onde há comprovação de ilícitos, como desmatamento e criação ilegal de gado em larga escala, que não se enquadram nas práticas de subsistência das comunidades extrativistas. Todas as ações são realizadas com base em rigorosas análises e em respeito aos direitos dos moradores”, declarou um porta-voz do Instituto, que preferiu não ser identificado.
