Agentes de saúde, de endemias e profissionais de vigilância em zoonoses realizaram um ato na manhã desta quarta-feira (1) na Câmara Municipal de Rio Branco. O movimento tem como principal reivindicação a atualização do piso salarial da categoria, garantido por emenda constitucional.

Na câmara, agentes de saúde e de endemias fazem pressão por atualização do piso salarial/Foto: Reprodução
Segundo José Augusto, presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Rio Branco (Assemurb), o repasse feito pela União garante aos trabalhadores um piso equivalente a dois salários mínimos. No entanto, a prefeitura ainda não aplicou o reajuste.
“Desde janeiro o governo federal está fazendo o repasse e o município de Rio Branco não atualizou o piso. Chegamos ao final do ano e não houve manifestação da gestão municipal. Já buscamos negociação, enviamos documentos, mas até agora não houve um debate real sobre o tema”, afirmou o sindicalista.
Durante o ato, os trabalhadores pediram apoio dos vereadores para que o prefeito Tião Bocalom encaminhe à Câmara o projeto de lei que oficializa a atualização salarial e o pagamento retroativo. José Augusto destacou que já há um indicativo de diálogo com parlamentares.
“Na terça-feira passada já fomos recebidos e hoje esperamos novamente ser atendidos. Os vereadores Ayaz, Moraes e o líder do prefeito, Márcio Mustafa, sinalizaram que vão nos receber e chamar secretários municipais para discutir a situação”, explicou.
A categoria teme que, sem avanços concretos, a mobilização se intensifique. “Hoje é um ato público, mas pode se transformar em greve caso o reajuste não seja concedido”, alertou o presidente da Assemurb. Os agentes ressaltam ainda que, além da urgência na atualização do piso atual, em janeiro de 2026 já passa a vigorar um novo valor.

