Cruzeiro do Sul se despede da professora Maria Lima de Souza, a “Dona Mariquinha”

A educadora deixou um legado de amor, simplicidade e dedicação à formação de gerações no município e em toda a região do Juruá

Faleceu no último dia 27 de setembro, aos 90 anos, a professora Maria Lima de Souza, carinhosamente conhecida como Dona Mariquinha, patrona da escola que leva o seu nome em Cruzeiro do Sul. A educadora deixou um legado de amor, simplicidade e dedicação à formação de gerações no município e em toda a região do Juruá.

Casada há 70 anos com Rosildo Moura de Souza, constituiu família com três filhos/Foto: Reprodução

Nascida em 12 de janeiro de 1935, na antiga Vila Japiim, no então município de Mâncio Lima, Maria Lima perdeu os pais ainda cedo e foi levada para Cruzeiro do Sul, onde passou a viver no orfanato das irmãs dominicanas, sob os cuidados das religiosas alemãs e do bispo emérito Dom José Haché, a quem considerava um segundo pai. Ali recebeu ensinamentos de ética, compromisso e humildade, que norteariam sua vida e sua trajetória na educação.

Dona Mariquinha começou a lecionar ainda jovem, aos 16 anos, e dedicou 35 anos de sua vida ao magistério, grande parte deles na Escola São José, onde atuou como professora e diretora. Ao longo da carreira, educou milhares de crianças, muitas das quais se tornaram profissionais de destaque, como médicos, advogados, professores, promotores e políticos. Para seus ex-alunos, era lembrada como uma “fada” que ensinava com leveza, carinho e firmeza.

Casada há 70 anos com Rosildo Moura de Souza, constituiu família com três filhos – Marcelo, Mônica e José Marinho – e cinco netos. Mesmo após a aposentadoria, seguiu lecionando de forma voluntária, ajudando irmãs missionárias estrangeiras a aprender o português para atuarem em Cruzeiro do Sul.

Em 1998, recebeu uma homenagem marcante de seu ex-aluno, o então governador Orleir Cameli, que inaugurou a escola estadual Maria Lima de Souza, reconhecendo sua importância para a educação. O carinho da comunidade escolar ajudou a suavizar os efeitos da doença de Parkinson, que enfrentou nos últimos anos com coragem e fé.

O sepultamento ocorreu no dia 28 de setembro, data em que Cruzeiro do Sul comemorou 121 anos de fundação.

A família informa que a missa de sétimo dia será celebrada na próxima sexta-feira, 3 de outubro, às 8h da manhã, na Catedral Nossa Senhora da Glória, presidida pelo bispo emérito Dom Flávio Giovenale.

Toda a sociedade cruzeirense é convidada a participar dessa última homenagem à educadora que marcou a vida de tantas gerações.

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