Trump anuncia acordo histórico: Israel e Hamas fecham acordo de paz; reféns serão libertados e tropas retiradas

Primeira fase do plano de paz dos EUA prevê cessar-fogo, libertação de reféns e retirada de tropas israelenses de Gaza

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (8) que Israel e o Hamas assinaram a primeira fase do acordo proposto pelos EUA para a Faixa de Gaza, um passo histórico rumo à paz na região. O acordo prevê a libertação de todos os reféns israelenses e a retirada das tropas israelenses para uma linha previamente acordada.

Em suas redes sociais, Trump afirmou: “Tenho muito orgulho de anunciar que Israel e o Hamas assinaram a primeira fase do nosso Plano de Paz […] Isso significa que TODOS os reféns serão libertados muito em breve, e Israel retirará suas tropas para uma linha acordada como os primeiros passos para uma paz forte, duradoura e eterna”

Escombros em Gaza após anos de conflito; acordo busca pôr fim à destruição e à morte/Foto: Reprodução

O entendimento foi alcançado após negociações mediadas por países como Egito, Catar e Turquia, com apoio direto dos EUA. O governo israelense, liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, convocou reuniões para aprovar oficialmente o acordo e iniciar a implementação das medidas. Já o Hamas buscou garantias internacionais para assegurar o cumprimento dos termos, incluindo a entrada de ajuda humanitária em Gaza.

O conflito, que começou em outubro de 2023 com ataques do Hamas que resultaram na morte de mais de 1.200 israelenses e no sequestro de 251 pessoas, causou grande devastação em Gaza. Mais de 67 mil palestinos morreram, incluindo mulheres e crianças, e milhares foram deslocados.

A assinatura formal do acordo está prevista para ocorrer nesta quinta-feira no Egito, com a libertação dos reféns programada para sábado. Apesar do avanço, questões como o desarmamento do Hamas e a governança futura de Gaza ainda devem ser tratadas nas próximas fases das negociações.

O acordo representa um marco importante no processo de paz e abre esperança para o fim de um dos conflitos mais longos e violentos da região.

As informações são da Reuters.

 

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