Vamos passear? Como curtir espaços públicos em segurança com seu pet

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Vamos passear? Como curtir espaços públicos em segurança com seu pet

Levar o pet para passear é um momento de lazer e socialização, tanto para o tutor quanto para o animal. Mas o hábito exige responsabilidade, principalmente em espaços públicos. Garantir vacinas em dia, atenção à higiene e respeito às outras pessoas e animais é essencial para manter a convivência segura em locais como praças, parques e calçadas.

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O médico-veterinário Bryam Amorim, especialista em doenças infecciosas e parasitárias, reforça que a prevenção começa antes mesmo de sair de casa. “O tutor precisa garantir que o animal esteja clinicamente saudável, vacinado e vermifugado.” Isso é importante pois ambientes públicos oferecem muitos estímulos e potenciais fontes de contaminação.

5 imagensCuidar da dieta do seu pet é importante para promover saúde Cuidar adequadamente do animal é missão do tutor A ração tradicional todos os dias pode parecer pouco atraente para os cãesÉ preciso ter cuidado com a saúde bucal dos animais Fechar modal.1 de 5

O pet traz alegria ao lar

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Cuidar da dieta do seu pet é importante para promover saúde

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Cuidar adequadamente do animal é missão do tutor

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A ração tradicional todos os dias pode parecer pouco atraente para os cães

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É preciso ter cuidado com a saúde bucal dos animais

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É sobre outros pets também

Além dos cuidados com a saúde, o uso de coleira e guia adequadas ao porte e temperamento do pet é indispensável. O veterinário lembra também da importância de recolher as fezes durante o passeio. “É uma questão de higiene e de saúde pública, já que diversos patógenos podem ser transmitidos pelo ambiente contaminado”, alerta.

Outro ponto muitas vezes esquecido é a microchipagem, um método de identificação permanente e seguro. “O microchip pode ser usado para reunir o pet com o tutor em caso de perda, além de ser uma exigência para viagens internacionais.”

No Distrito Federal, campanhas gratuitas de microchipagem são promovidas pelo Ministério do Meio Ambiente. É uma forma de incentivar a posse responsável e o combate ao abandono.

Vacinas e prevenção: o que é obrigatório?

A vacinação é uma das etapas mais importantes antes de liberar o pet para passeios. Bryam destaca que a vacina antirrábica é obrigatória e protege tanto o animal quanto a população humana.

“A raiva é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida dos animais para os seres humanos. Na maioria dos casos tende a ser fatal”, ressalta.

Imagem colorida de cachorro sendo vacinadoFilhotes só devem frequentar espaços públicos após completar protocolo vacinal.

Além da antirrábica, o veterinário recomenda manter atualizadas as vacinas múltiplas: V8 ou V10 para cães e quádrupla para gatos, que previnem doenças infectocontagiosas altamente transmissíveis. O controle contra pulgas, carrapatos e vermes também deve ser feito com regularidade, sempre com medicamentos prescritos por um profissional.

Para filhotes, o passeio só deve ocorrer após o protocolo vacinal completo. “No mínimo três doses da vacina múltipla, uma dose da vacina da raiva e um protocolo parasitário, geralmente por volta dos quatro meses de idade”, reforça o especialista.

Ele também lembra que, além da saúde, a identificação é uma obrigação do tutor responsável. O governo federal lançou o Programa SinPatinhas, um cadastro nacional gratuito de cães e gatos que auxilia no controle populacional e na formulação de políticas públicas para os animais domésticos.

Evite acidentes com outros animais

Antes de ir para locais movimentados, é importante preparar o bichinho.

“A adaptação é muito importante, especialmente para pets que nunca foram expostos a locais com grande fluxo de pessoas, sons e outros animais. Nós chamamos isso de dessensibilização”, esclarece.

O processo deve ser gradual. O tutor começa com passeios curtos em ambientes tranquilos, reforçando comportamentos calmos com petiscos e recompensas. Com o tempo, é possível aumentar o nível de estímulo, sempre com respeito ao limite do animal.

Imagem colorida de cachorro com coleira no pescoçoColeira, guia e atenção constante garantem segurança e conforto no passeio

Durante os passeios, também é importante observar o comportamento dos outros cães. Bryam orienta: “Sinais de tensão, como orelhas baixas, pelos eriçados, olhar fixo ou rosnado, indicam desconforto. Nesses casos, o ideal é manter distância e nunca forçar”.

Cidadania em quatro-patas

Embora cresça o número de praças “pet friendly” e áreas de convivência, o Brasil ainda está longe de oferecer espaços adequados para os animais. O especialista observa que faltam infraestrutura e políticas públicas que garantam segurança e bem-estar.

“Grande parte das áreas públicas não conta com bebedouros, lixeiras adequadas, sombra, sinalização ou manutenção sanitária, o que limita o acesso e aumenta os riscos à saúde animal e humana”, avalia.

Segundo ele, também falta educação comunitária e campanhas de conscientização sobre o uso responsável desses locais. “A ausência de políticas públicas consistentes faz com que a responsabilidade recaia quase inteiramente sobre os tutores, o que não é justo nem eficiente”, diz.

Mulher praticando yoga com pets em parqueInterações entre animais devem ser sempre mediadas pelo tutor, respeitando sinais de desconforto.

Para o veterinário, o caminho ideal é incorporar o conceito de Saúde Única (One Health) ao planejamento urbano, que considera o bem-estar animal, a saúde pública e o meio ambiente.

“Espaços públicos com segurança e dignidade não deveriam ser um privilégio, mas uma expressão de cidadania e respeito coletivo”, conclui

Não esqueça!

Aqui vai uma lista para você não esquecer nada no próximo passeio com seu bichinho:

  • Saquinhos para recolher as fezes;
  • Garrafa com água e potinho para hidratação;
  • Guia e coleira confortáveis e resistentes;
  • Identificação do animal, com nome e telefone do tutor;
  • Para passeios mais longos, um petisco ou brinquedo que o animal goste para reforçar comportamentos positivos.
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