As autoridades espanholas decidiram reabrir o caso da morte de Isak Andic, fundador da rede multinacional de roupas Mango, ocorrida em dezembro de 2024. Inicialmente tratada como um acidente durante uma trilha em Montserrat, na Espanha, a morte do empresário, de 71 anos, passou a ser investigada novamente após o surgimento de contradições nos depoimentos do filho dele, Jonathan Andic, de 44 anos.
Jonathan era a única pessoa presente no momento do suposto acidente, o que despertou suspeitas entre os investigadores. De acordo com a imprensa espanhola, a nova linha de apuração considera a hipótese de homicídio, embora as autoridades ainda não tenham reunido provas conclusivas que confirmem a participação do herdeiro no caso.

Jonathan Andic, de 44 anos, estava sozinho com o pai no momento do ocorrido/Foto: Reprodução
Outro ponto que reforçou as dúvidas foi o relato de Estefanía Knuth, companheira de Isak, que revelou que pai e filho vinham enfrentando desentendimentos e momentos de tensão antes da morte do empresário. As declarações levantaram ainda mais questionamentos sobre a relação entre os dois.
O chamado parricídio — assassinato de um dos pais — é considerado um dos crimes mais raros e impactantes. Estudos apontam que esse tipo de homicídio representa uma parcela mínima dos casos registrados no mundo, mas sempre causa grande comoção e atenção pública devido à brutalidade e à complexidade emocional envolvidas.
A polícia espanhola segue investigando o caso, e novas perícias devem ser realizadas para esclarecer as circunstâncias da morte de Isak Andic. Até o momento, Jonathan Andic não foi formalmente acusado, mas continua sendo o principal foco das investigações.
