Mulheres vĂ­timas de violĂȘncia no Rio passam a ter atendimento odontolĂłgico garantido por lei

Por Portal Leo Dias 21/10/2025

No Brasil, mais de 60% das mulheres vĂ­timas de violĂȘncia domĂ©stica apresentam lesĂ”es faciais, segundo dados do Governo Federal. No Rio de Janeiro, um novo programa quer transformar tais marcas em recomeço. Sancionada nesta terça-feira (21/10) pelo prefeito Eduardo Paes (PSD), a Lei nÂș 9.107/2025 cria o “Resgatando Sorrisos”, polĂ­tica pĂșblica que obriga o SUS municipal a oferecer atendimento odontolĂłgico prioritĂĄrio para mulheres agredidas, com foco na reconstrução da regiĂŁo bucal e dentĂĄria.

A proposta Ă© da vereadora Gigi Castilho (Republicanos/RJ), que defende a reparação como etapa essencial da recuperação da autoestima das vĂ­timas. “Quando uma mulher tem o rosto ferido pela violĂȘncia, ela nĂŁo perde apenas dentes ou traços. Perde parte da identidade, da confiança e da vontade de sorrir”, afirmou. “Essa lei nasce para devolver algo que o agressor tentou roubar: a dignidade refletida no espelho”.

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Foto: Gabriel Pereira
Vereadora Gigi Castilho (Republicanos/RJ)Foto: Gabriel Pereira
Foto: Tomaz Silva/AgĂȘncia Brasil
Eduardo Paes, prefeito do Rio de JaneiroFoto: Tomaz Silva/AgĂȘncia Brasil
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Praia Vermelha, Rio de JaneiroReprodução: Internet
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Campanha contra violĂȘncia Ă  mulherDivulgação: SMDF
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Mulher que levou mais de 60 socos do namorado no elevador fala pela 1ÂȘ vezReprodução: Record

A legislação determina que o atendimento seja feito na rede pĂșblica municipal, de hospitais a unidades bĂĄsicas de saĂșde, e prevĂȘ a capacitação de dentistas e profissionais de saĂșde para lidar com esse tipo de trauma, que vai muito alĂ©m da dor fĂ­sica. A nova regra tambĂ©m autoriza a prefeitura a firmar convĂȘnios com clĂ­nicas odontolĂłgicas privadas, que poderĂŁo oferecer o tratamento gratuitamente por meio de parcerias com o poder pĂșblico.

A parlamentar alerta ainda para o fato de que a face Ă© sempre o primeiro alvo de um agressor. “É onde estĂŁo as expressĂ”es, a identidade e a comunicação. Atingi-la Ă© uma forma de anular a mulher.” O programa, segundo a vereadora, busca restaurar essa identidade e encerrar um ciclo de violĂȘncia com acolhimento, reconstrução e humanidade.

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