O governo do Rio de Janeiro incluiu o Maracanã na lista de bens públicos que podem ser vendidos para ajudar a quitar parte da dívida estadual com a União, estimada em R$ 12,3 bilhões, com vencimento em 2026. O complexo — que abrange o estádio, a área do entorno e a Aldeia Marakanã — agora integra o pacote de 62 imóveis previstos no programa federal de reestruturação fiscal.
A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alerj e deve seguir para votação em plenário nas próximas semanas, onde ainda pode receber emendas que alterem a lista. A inclusão do estádio foi um pedido do presidente da CCJ, deputado Rodrigo Amorim (União Brasil).
Segundo Amorim, cada partida realizada no Maracanã gera um custo médio de R$ 1 milhão ao governo estadual. A venda, segundo ele, poderia aliviar as contas públicas e gerar receitas extras.

Reprodução
Atualmente, o estádio é administrado por um consórcio formado por Flamengo e Fluminense, que possui a concessão do local. O governo estuda ainda a venda dos naming rights (direitos de nomeação) do Maracanã, o que permitiria novas formas de exploração comercial.
Entre os clubes cariocas, Flamengo e Fluminense são apontados como possíveis interessados no futuro do estádio. O Flamengo, inclusive, chegou a adquirir um terreno no Gasômetro, no Centro do Rio, para construir uma arena própria — projeto que foi suspenso após mudanças na diretoria do clube.
Além do Maracanã, outros 29 imóveis foram adicionados e 16 foram retirados da nova lista de bens estaduais passíveis de venda, incluindo prédios da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).
Fonte: O Globo / Alerj / Agência Brasil
✍️ Redigido por ContilNet
