Subiu para oito o número de mortes confirmadas por intoxicação por metanol no estado de São Paulo. Segundo informações da Secretaria de Saúde, ao todo já são 42 casos de contaminação. As vítimas ingeriram bebidas adulteradas vendidas em diferentes regiões da Grande São Paulo.
Entre os mortos, estão três moradores da capital paulista, um de São Bernardo do Campo, três de Osasco e um de Jundiaí. As autoridades reforçam o alerta sobre os riscos do consumo de bebidas sem procedência certificada.

Reprodução/Redes Sociais
🕯️ As oito vítimas em São Paulo
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Ricardo Lopes Mira, empresário — 1ª vítima confirmada; morreu seis dias após apresentar sintomas, em 15 de setembro.
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Marcos Antônio Jorge Junior — amigo de Ricardo; morreu em 2 de outubro. Ambos consumiram a bebida contaminada no Torres Bar, na Mooca (Zona Leste de SP).
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Bruna Araújo, 30 anos — moradora de São Bernardo do Campo; morreu em 6 de outubro, primeiro caso registrado na cidade.
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Marcelo Lombardi, 45 anos — residente na capital paulista.
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Leonardo Anderson, 37 anos — morador de Jundiaí.
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Daniel Antonio Francisco Ferreira, 23 anos — de Osasco.
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Cleiton da Silva Conrado, 25 anos — também de Osasco; participou do mesmo churrasco que Daniel.
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Rafael Anjos Martins Silva, 28 anos — de Osasco; ficou 52 dias em coma e morreu nesta quinta-feira (23).
☠️ Entenda o risco
O metanol é um álcool industrial altamente tóxico, usado na fabricação de solventes, plásticos, tintas e combustíveis. Quando ingerido, o corpo o transforma em substâncias venenosas, como formaldeído e ácido fórmico, que atacam o sistema nervoso central, o fígado e o nervo óptico.
A ingestão de 10 ml pode causar cegueira, e 30 ml podem ser fatais. Os sintomas incluem dor de cabeça intensa, visão turva, confusão mental, náusea e dificuldade para respirar.
📍Casos no Brasil
Em todo o país, já foram confirmadas 10 mortes por intoxicação por metanol — sete em São Paulo, duas em Pernambuco e uma no Paraná. Outras 11 mortes suspeitas estão sob investigação.
As autoridades sanitárias reforçam que bebidas adulteradas são frequentemente produzidas com álcool combustível e vendidas ilegalmente, sem controle de qualidade, o que torna o consumo extremamente perigoso.
Fonte: G1 / Secretaria de Saúde de SP / TV Globo
✍️ Redigido por ContilNet
