O secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos de Rio Branco, João Marcos Luz, rebateu as acusações feitas pelo presidente da Associação de Moradores do Papouco, Wellington Pinheiro, durante tribuna popular na Câmara nesta quinta-feira (30).
O secretário acusou o presidente da associação de estar mentindo sobre a recusa das famílias sem desocupar o local. “Está faltando com a verdade, é um mentiroso. Lá não foi feito cadastro do Bolsa Família, e sim um estudo socioeconômico. Essas pessoas têm direito de ganhar uma casa e vão ganhar”, afirmou.

Luz destacou que o prefeito Tião Bocalom determinou que as primeiras casas do programa 1001 Dignidades sejam destinadas às famílias do Papouco | Foto: Cedida
Segundo ele, a retirada das famílias do local não tem motivação política, mas sim humanitária, e visa garantir moradia digna às pessoas que vivem em uma área considerada de risco.
“Primeiro, nós estamos falando de uma ação solidária, uma ação humanitária. Não dá mais para que o poder público vire as costas para essas pessoas que moram no Papoco. É um lugar totalmente condenado, com deslizamentos, esgoto a céu aberto. Não dá mais”, afirmou o secretário.
Luz destacou que o prefeito Tião Bocalom determinou que as primeiras casas do programa 1001 Dignidades sejam destinadas às famílias do Papouco. “Olha que coisa boa. Fizemos um estudo socioeconômico naquela região e ouvimos a população. Somente quatro famílias disseram não. O restante todo disse sim. Isso está registrado em relatório”, garantiu.
João Marcos também alertou que não permitirá que uma minoria contrária à mudança pressione os demais moradores. “Se eu descobrir que está havendo opressão por parte dessa minoria, vamos denunciar ao Ministério Público e ao Tribunal de Justiça. Não vamos aceitar que a maioria seja oprimida”, disse.
Segundo ele, uma comissão será criada com representantes da Prefeitura, Ministério Público, Tribunal de Justiça, Defensoria Pública e OAB para acompanhar o processo de transferência das famílias e garantir transparência. O secretário ainda levantou a possibilidade de influência do crime organizado nas manifestações contrárias à mudança.
