O Novo Caged de setembro de 2025 mostrou que o Brasil gerou mais de 213 mil empregos formais no mês, consolidando um saldo positivo em todos os setores e estados. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, que destacou o ritmo de crescimento da economia, apesar das taxas de juros ainda elevadas. Entre janeiro e setembro, o país acumula 1.716.600 novas vagas com carteira assinada, um crescimento de 3,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Em setembro, todos os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas registraram saldo positivo. O setor de Serviços liderou a geração de empregos, com 106.606 novas vagas, seguido pela Indústria, com 43.095 postos, e pelo Comércio, que criou 36.280 oportunidades. A Construção Civil registrou 23.855 novos vínculos, enquanto a Agropecuária apresentou saldo positivo de 3.167 empregos.

Salário médio de admissão no Acre segue próximo da média nacional, com R$ 2.286,34/Foto: Reprodução
Entre as 27 unidades da federação, todas tiveram saldo positivo. O Acre se destacou ao gerar 845 novas vagas, um crescimento de 0,73% no mês, uma das maiores variações proporcionais do Norte do país. Apesar de ser um dos menores estados em números absolutos, o resultado reforça a expansão do emprego formal no estado. São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco lideraram em termos absolutos, enquanto Alagoas, Sergipe e Paraíba apresentaram os maiores crescimentos proporcionais.
No Acre, os dados refletem a diversidade de setores que impulsionam o emprego local, com destaque para atividades de comércio, serviços e construção civil. A participação de jovens entre 18 e 24 anos foi significativa, representando grande parte dos novos postos de trabalho, assim como os adolescentes até 17 anos, que concentraram 67% das vagas no país. Homens tiveram saldo maior, com 117.145 empregos, enquanto as mulheres registraram 95.857 novas oportunidades no país, reflexo também observado no estado acreano.
O salário médio real de admissão em setembro foi de R$ 2.286,34, uma leve redução em relação ao mês anterior. Entre os empregos típicos, o salário médio chegou a R$ 2.332,47, enquanto os não típicos tiveram média de R$ 1.949,35. A maior parte dos postos gerados foi de empregos típicos, mas se destacou também o aumento de vínculos de trabalhadores com jornada de até 30 horas semanais e de aprendizes, fortalecendo a diversificação do mercado de trabalho.
O resultado positivo no Acre, mesmo que menor em números absolutos, é um indicativo de que a economia local segue se consolidando, acompanhando a tendência nacional de crescimento do emprego formal. O desempenho dos setores de serviços, comércio e construção mostra que o estado está inserido em um cenário mais amplo de expansão econômica, mantendo ritmo constante de geração de oportunidades para diferentes perfis de trabalhadores.
