COP30 colocou pauta indĂ­gena no centro do debate global, diz ministra

Por AgĂȘncia Brasil 13/11/2025 Ă s 14:03


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A ministra dos Povos IndĂ­genas, SĂŽnia Guajajara, disse nesta quinta-feira (13) que a 30ÂȘ ConferĂȘncia das Partes sobre Mudança do Clima (COP30) colocou a pauta indĂ­gena como centro do debate global.COP30 colocou pauta indĂ­gena no centro do debate global, diz ministraCOP30 colocou pauta indĂ­gena no centro do debate global, diz ministra

Segundo ela, entre os legados a serem deixados pela conferĂȘncia estĂĄ o reconhecimento de que tanto territĂłrios indĂ­genas como quilombolas e demais comunidades tradicionais fazem parte das soluçÔes a serem adotadas para a mitigação climĂĄtica.

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Nesse sentido, é fundamental que se consolide a posse de terra para essas comunidades, defendeu a ministra durante o programa Bom Dia, Ministra, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

“É lĂłgico que o que se espera Ă© que tenha de fato decisĂ”es concretas para garantir o financiamento climĂĄtico do tamanho que Ă© a emergĂȘncia, e para que a gente possa enfrentar com açÔes nos territĂłrios”, disse a ministra.

COP da democracia

“Que, aqui, se reconheça os territórios indígenas de comunidades tradicionais e quilombolas como medidas de mitigação climática, garantindo a consolidação da posse da terra”, acrescentou referindo-se a “todos que vivem da terra”, que estão “protagonizando a participação [na COP30] para garantir não só que sejamos beneficiados, mas que sejamos, de fato, protegidos”.

Na avaliação da ministra, esta serå considerada a COP da democracia, uma vez que garantiu a participação da diversidade de povos, territórios e culturas do Brasil, bem como de mulheres e da juventude.

Centro do debate global

“Temos 900 indĂ­genas credenciados de todo o mundo [para a ĂĄrea azul, destinada Ă s discussĂ”es envolvendo autoridades]. SĂł do Brasil, sĂŁo 360, em meio a 3,4 mil indĂ­genas jĂĄ confirmados na aldeia COP”, destacou a ministra ao afirmar que hĂĄ povos indĂ­genas “em todos os espaços” do evento, acompanhando de forma organizada as negociaçÔes.

“A gente entende que esta COP nĂŁo Ă© somente uma presença fĂ­sica. Estamos conseguindo trazer a pauta indĂ­gena para o centro do debate global”, concluiu.

TFFF

Uma outra aposta de legado da ConferĂȘncia citada pela ministra Ă© o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF). A expectativa Ă© de que esse fundo garanta repasses para povos indĂ­genas e comunidades locais dos paĂ­ses com florestas tropicais, a partir de um novo modelo de financiamento climĂĄtico.

“PaĂ­ses que preservam as florestas tropicais serĂŁo recompensados financeiramente por meio de um fundo de investimento global. Uma das regras previstas Ă© que 20% do valor repassado a cada nação a partir da rentabilidade do fundo seja encaminhado a populaçÔes indĂ­genas e comunidades locais”, disse a ministra.

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