Antes de matar mãe e irmã, homem pede que sobrinha saia da casa

Suspeito orientou a menina a deixar o imóvel momentos antes do duplo homicídio

Um crime de extrema violência abalou a cidade de Criciúma (SC) na manhã desta quinta-feira (20), feriado nacional. Kevin da Silva Silveira, jovem morador do bairro Laranjinha, matou a própria mãe, Rita de Cássia, e a irmã, Talia da Silva Silveira, com golpes de faca. Em seguida, ele foi morto por policiais militares após avançar contra a guarnição com agressividade.

Suspeito orientou a menina a deixar o imóvel momentos antes do duplo homicídio/Foto: Reprodução

Testemunhas relataram que o jovem já apresentava surtos psicóticos anteriormente e fazia uso de drogas. Segundo familiares, ele dizia estar em uma suposta “missão para matar todos”. No momento do crime, além da faca, ele portava uma arma de pressão (chumbinho). Vizinhos ouviram gritos e acionaram a Polícia Militar.

Ao chegar no local, os policiais encontraram Kevin extremamente agressivo. Conforme o relato da PM, ele avançou armado e, diante da ameaça iminente, os militares atiraram. O autor do crime morreu na cena.

A casa foi isolada para os trabalhos da Polícia Científica, que realizou perícia no interior e no entorno da residência. Equipes do Instituto Médico-Legal (IML) recolheram os corpos após mais de 1h30 do ocorrido. A Polícia Civil agora investiga o caso como duplo homicídio seguido de morte por intervenção policial.

Rita de Cássia, mãe do autor, era conhecida por sua atuação evangélica e era referência na comunidade. Já Talia, a irmã, seria mãe de três meninas pequenas. As crianças presenciaram parte da cena e uma delas teria sido poupada por Kevin e entregue a um vizinho antes da chegada da polícia.

“Nossa família está em prantos. Ele já apresentava surtos. A tragédia só não foi maior porque outras pessoas não estavam na casa”escreveu uma familiar nas redes sociais. Segundo o relato, Rita também criava outros filhos, que agora ficaram órfãos.

As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes e confirmar as possíveis motivações relacionadas a transtornos mentais e uso de entorpecentes.

Jornal Razão

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