Moraes chama de patéticas as ações de Eduardo e Flávio Bolsonaro para intervir no processo do pai

A violação do equipamento, registrada pelo sistema de monitoramento às 0h08 de sábado, foi um dos principais elementos citados pelo ministro para justificar a prisão preventiva

Por Redação ContilNet 22/11/2025 às 14:22 Atualizado: há 5 meses

A ordem de prisão preventiva contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, cumprida neste sábado (22), veio acompanhada de duras palavras do ministro Alexandre de Moraes, que criticou diretamente as ações dos filhos do ex-mandatário, Eduardo e Flávio Bolsonaro. Para o ministro, ambos tentaram interferir no processo e atuaram para tumultuar as investigações.

Moraes chama de patéticas as ações de Eduardo e Flávio Bolsonaro para intervir no processo do pai

Flávio e Eduardo Bolsonaro/Foto: Reprodução

No despacho, Moraes afirmou:

“A Democracia brasileira atingiu a maturidade suficiente para afastar e responsabilizar patĂ©ticas iniciativas ilegais em defesa de organização criminosa responsável por tentativa de golpe de Estado no Brasil. Primeiro, um dos filhos do lĂ­der da organização criminosa, Eduardo Bolsonaro, articula criminosamente e de maneira traiçoeira contra o prĂłprio PaĂ­s, inclusive abandonando seu mandato parlamentar. Na sequĂŞncia, o outro filho do lĂ­der da organização criminosa, Flávio Bolsonaro, insultando a Justiça de seu PaĂ­s, pretende reeditar acampamentos golpistas e causar caos social no Brasil, ignorando sua responsabilidade como Senador da RepĂşblica”.

As críticas fazem referência a duas ações recentes. A primeira envolve Eduardo Bolsonaro, que teria atuado de maneira clandestina para beneficiar o pai. A segunda diz respeito ao vídeo divulgado por Flávio Bolsonaro na noite de sexta-feira (21), conclamando apoiadores a se reunirem próximo à casa do ex-presidente. Moraes interpretou o gesto como tentativa de criar um ambiente que pudesse dificultar a fiscalização da tornozeleira eletrônica e o cumprimento da prisão domiciliar.

A violação do equipamento, registrada pelo sistema de monitoramento às 0h08 de sábado, foi um dos principais elementos citados pelo ministro para justificar a prisão preventiva, entendida como necessária para evitar risco de fuga.

O pedido havia sido formalizado pela Polícia Federal e recebeu aval da Procuradoria-Geral da República. Em manifestação enviada ao Supremo, a PGR afirmou não se opor à medida “diante da urgência e gravidade dos novos fatos apresentados”.

Jair Bolsonaro deverá passar por audiência de custódia neste domingo (23). A prisão preventiva não tem prazo determinado e permanece válida enquanto forem considerados presentes os requisitos que motivaram a decisão.

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