CĂĄrmen LĂșcia ressalta gravidade da violĂȘncia contra mulheres negras

Por AgĂȘncia Brasil 24/11/2025


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Ao abrir nesta segunda-feira (24) o seminĂĄrio Democracia: Substantivo Feminino, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), CĂĄrmen LĂșcia, afirmou que ainda existem questĂ”es pendentes de desigualdade, discriminação e preconceito nesse momento no Brasil em que a violĂȘncia â€œĂ© gravĂ­ssima” contra as mulheres e as crianças, embora a Constituição garanta igualdade de direitos e deveres entre os gĂȘneros.CĂĄrmen LĂșcia ressalta gravidade da violĂȘncia contra mulheres negrasCĂĄrmen LĂșcia ressalta gravidade da violĂȘncia contra mulheres negras

A ministra destacou que o encontro ocorria na vĂ©spera do Dia Internacional para a Eliminação da ViolĂȘncia Contra as Mulheres, da Organização das NaçÔes Unidas (ONU), comemorado nessa terça-feira (25) e que se estenderĂĄ por 16 dias.

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CĂĄrmen LĂșcia ressaltou que, a despeito de todas as mulheres brasileiras sofrerem todas de formas de violĂȘncia, mesmo que nĂŁo diretamente, historicamente as mulheres negras sĂŁo as maiores vĂ­timas. Especialmente aquelas que nĂŁo dispĂ”em de condiçÔes econĂŽmicas, financeiras, que nĂŁo tĂȘm acesso a serviços pĂșblicos, como educação. Desta situação Ă© que marcarem no Brasil os 21 dias de luta para combater a violĂȘncia contra as mulheres, iniciados a partir do Ășltimo dia 20, quando se celebra. Dia da ConsciĂȘncia Negra.

 “O poder Ă© do povo, a mulher Ă© o povo, Ă© a maioria do povo brasileiro. Hoje, nĂłs ouvimos as mulheres da sociedade civil e queremos aprender com elas”, ressaltou a ministra. 

A ministra ressaltou que hoje a palavra cabe Ă s mulheres para que ensinem e, acima de tudo, que proponham o que podemos fazer juntas, “porque juntas somos mais”, pelo bem do Brasil, por uma democracia forte, sem desigualdade e violĂȘncia e, principalmente, para o benefĂ­cio da sociedade no presente, de modo que possa ser construĂ­do um futuro sem desigualdade.

A presidente do TSE lembrou que durante toda a sua vida tem lutado pela igualação, que Ă© uma ação permanente pela igualdade. Embora o Artigo 5Âș da Constituição estabeleça a igualdade entre homens e mulheres, nĂŁo estĂĄ estratificada, nĂŁo estĂĄ formalizada, o que permite que ainda persistam casos de submissĂŁo de todas as formas de iniquidade, agressĂŁo, violĂȘncia. “Uma mulher assassinada a cada seis horas no Brasil Ă© nĂŁo civilizatĂłrio mas, mais do que isso, Ă© nĂŁo humano”.

A presidente do TSE citou um professor que dizia que nĂŁo temia os animais. Porque, ao contrĂĄrio dos animais, existem humanos que podem negar a prĂłpria essĂȘncia de humanidade e matar uma mulher fisicamente, psicologicamente e Ă s vezes economicamente e continuar existindo como se nada tivesse acontecido. Por isso, estavam ali reunidas com homens democratas tambĂ©m porque “nĂłs nĂŁo queremos uma sociedade sĂł de mulheres, mas de homens e mulheres com direitos iguais, com dignidade respeitada de forma igual, porque o que queremos Ă© todos juntos contribuir para uma sociedade de humanos e humanas iguais”.

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