Lindemberg relata medo do pai de Eloá e pesadelos de perseguição durante saidinhas da prisão

Documentos revelam que condenado evita sair de dia e teme reencontrar Everaldo “Amarelo”, ex-PM ligado a grupo de extermínio e pai da adolescente que ele matou em 2008

O livro “Tremembé”, do jornalista Ullisses Campbell, revela novos detalhes sobre a rotina e o estado psicológico de Lindemberg Alves, condenado pela morte de Eloá Pimentel em 2008. Em regime semiaberto, ele ganha direito a saídas temporárias, mas vive sob constante medo de cruzar com Everaldo Pereira dos Santos, pai da vítima e conhecido como “Amarelo”, ex-cabo da PM de Alagoas condenado por integrar um grupo de extermínio.

Lindemberg Alves Crédito: Reprodução

Segundo relatos psicológicos apresentados no livro, Lindemberg circula de capuz, máscara e óculos escuros, não por anonimato casual, mas por pavor de represálias. Ele acredita que tanto outros criminosos quanto o pai de Eloá podem buscar vingança — especialmente porque Everaldo, hoje em liberdade no regime aberto, mora no mesmo conjunto habitacional para onde Lindemberg retorna nas saidinhas.


😨 Pesadelos recorrentes

O material aponta que Lindemberg tem sonhos frequentes em que Everaldo o persegue e o executa com brutalidade. Em um pesadelo descrito no livro, ele aparece algemado em um canavial em chamas, cercado por homens encapuzados. Everaldo surge mascarado, empunhando um facão, enquanto Eloá ordena:
“Faça o que você me prometeu, meu pai.”
O sonho termina com Lindemberg sendo decapitado.


👤 Quem é Everaldo “Amarelo”

O pai de Eloá carrega um histórico de crimes graves:

  • ex-PM de Alagoas

  • condenado por duplo homicídio qualificado

  • envolvimento com a chamada “gangue fardada”, grupo de extermínio

  • acusado pela morte da ex-mulher, encontrada degolada e queimada em 1993

  • permaneceu anos foragido até ser reconhecido na TV durante a cobertura do caso Eloá

Após cumprir parte da pena, Everaldo obteve regime aberto e voltou a morar em São Paulo.


🏚️ Relembre o caso Eloá

Em outubro de 2008, Lindemberg manteve Eloá e uma amiga em cárcere privado por cinco dias. A ação policial foi criticada por falhas e prolongamento das negociações. Na invasão do GATE, Eloá foi baleada duas vezes e morreu após ter morte cerebral confirmada.

Lindemberg foi condenado por 12 crimes, incluindo:

  • homicídio

  • tentativa de homicídio

  • cárcere privado

A pena, inicialmente de 98 anos e 10 meses, foi reduzida para 39 anos.


📌 Situação atual

Cumprindo regime semiaberto, Lindemberg:

  • trabalha e estuda na prisão

  • possui bom comportamento, segundo a defesa

  • participa de cursos internos

  • evita sair durante o dia por medo de represálias, especialmente de Everaldo


Fonte: Correio 24 horas
✍️ Redigido por ContilNet

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