Um vídeo publicado esta semana pelo influenciador Davi Kneip tomou conta das redes sociais e reacendeu discussões sobre educação, limites e exposição infantil. Nas imagens, a mãe do criador de conteúdo entra no quarto do filho caçula, de apenas 10 anos, segurando um martelo. Sem hesitar, ela pega o videogame do menino e passa a destruí-lo diante dele, que permanece sentado, imóvel e visivelmente em choque.
Enquanto quebra o aparelho, ela repete que o filho “nunca mais” a ofenderá com os palavrões que vinha utilizando. O vídeo já soma quase 8 milhões de visualizações e dividiu a internet. Parte do público apoiou a atitude, dizendo que se tratava de um limite necessário. Outra parte criticou o ato, classificando-o como agressivo e contraproducente.
Entre os comentários, houve quem dissesse: “Ela teve foi muito controle!”. Outros apontaram que a atitude poderia gerar ainda mais conflitos futuramente. Uma terceira opinião sugeriu que o console fosse doado para alguma criança sem condições financeiras.

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Davi Kneip explica o contexto
Após a repercussão, Davi publicou outro vídeo explicando o que motivou a situação. Segundo ele, o irmão caçula já havia gastado cerca de R$ 12 mil em compras dentro do jogo Roblox, o que resultou em castigo na época. Com o tempo, no entanto, o videogame foi devolvido ao menino.
De acordo com o influenciador, nos últimos dias a situação piorou: o garoto teria passado a ofender a mãe com palavrões considerados “extremamente absurdos”, falados, segundo Davi, possivelmente devido à influência de jogos online, escola ou conteúdos aos quais o menino teve acesso.
O influenciador afirmou que a mãe pediu sua opinião antes de quebrar o videogame e que ele deu “total apoio”. Davi justificou dizendo que, quebrando o console, se evitaria que o aparelho fosse devolvido novamente como aconteceu anteriormente.
Ele também explicou por que a família não doou o aparelho: “Nós doamos coisas que realmente agregam: roupas, alimentos, itens essenciais. Doar um videogame nesse contexto não faria sentido, pois o objetivo era a correção”.
Histórico de problemas com compras online
A família já havia viralizado em um episódio anterior envolvendo o mesmo menino. Na ocasião, a mãe, Maria Cristina Toniut Kneip, relatou que o filho fez dez compras no celular dela após liberar acesso para pagamentos. O total gasto chegou a R$ 11.799.
Segundo ela, o menino apagava as mensagens do banco para esconder os recibos. No vídeo publicado na época, a mãe afirmou que não buscaria estorno nem acionaria advogados. Para ela, o mais grave era a quebra de confiança.
Como consequência, o menino perdeu temporariamente o videogame e o celular, e passou a realizar tarefas domésticas para entender o valor do dinheiro, como lavar sapatos, ajudar o motorista, arrumar a cama e auxiliar nas rotinas da casa.
A equipe de assessoria da família também divulgou comunicado defendendo o posicionamento dos pais. A nota dizia que o caso deveria servir como alerta para o uso excessivo de telas e a falta de supervisão adequada na infância.
Repercussão nas redes
O novo vídeo rapidamente se espalhou, levantando opiniões de psicólogos, pais, educadores e internautas. Alguns elogiaram a firmeza da mãe, dizendo que o comportamento do menino exigia um limite rígido. Outros criticaram a exposição da criança, questionando se a humilhação pública não seria uma forma de violência emocional.
Especialistas lembram que o tema é delicado e envolve responsabilidade parental, uso seguro de tecnologias e práticas de correção baseadas em diálogo.
Até o momento da publicação, a equipe de imprensa de Davi Kneip não respondeu aos pedidos de posicionamento sobre o caso.
Fonte: Redes sociais de Davi Kneip; G1; Metrópoles; Band.
